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Temporais no Rio Grande do Sul deixam 20 feridos e atingem mais de 20 mil moradores em 77 municípios

Fortes chuvas, ventos intensos e queda de granizo provocaram destruição em diversas regiões do estado. Defesa Civil registra milhares de residências danificadas, famílias fora de casa e prejuízos em escolas e unidades de saúde.

O Rio Grande do Sul enfrenta as consequências de uma série de temporais que atingiram diferentes regiões do estado entre a tarde de terça-feira (3) e a manhã desta quarta-feira (4). As tempestades, acompanhadas de rajadas de vento, granizo e enxurradas, deixaram um cenário de destruição em dezenas de municípios, comprometendo residências, estabelecimentos comerciais e serviços públicos.

De acordo com o balanço divulgado pela Defesa Civil estadual, pelo menos 20.042 pessoas foram afetadas pelas condições climáticas extremas em 77 municípios gaúchos. Até o momento do levantamento, 20 pessoas haviam ficado feridas, enquanto 75 estavam desabrigadas e outras 74 precisaram deixar temporariamente suas residências. Não foram registradas mortes ou pessoas desaparecidas.

Região Norte concentra os maiores estragos

A região Norte do Rio Grande do Sul aparece entre as áreas mais prejudicadas pela passagem dos temporais. Em diferentes localidades, moradores enfrentaram destelhamentos, danos estruturais e dificuldades provocadas pelo acúmulo de água e pela força dos ventos.

O município de Nova Prata registrou o maior número de feridos, com 15 pessoas atingidas. Em Espumoso, duas pessoas ficaram feridas. Santo Ângelo, Passa Sete e Água Santa contabilizaram um ferido cada.

A intensidade das tempestades também provocou problemas na infraestrutura de algumas cidades. Entre as ocorrências registradas estão danos em rodovias, abertura de crateras e interrupções em serviços essenciais, dificultando a circulação de moradores e o atendimento às comunidades afetadas.

Milhares de casas sofrem danos após tempestades

Os prejuízos materiais são expressivos. Segundo os dados oficiais, 3.882 residências sofreram algum tipo de dano, enquanto 1.297 tiveram os telhados comprometidos pela força dos ventos e pela queda de granizo.

O levantamento também aponta quatro casas completamente destruídas e outras 35 atingidas por alagamentos.

Além dos imóveis residenciais, a infraestrutura pública e os estabelecimentos particulares sofreram consequências. Ao todo, foram contabilizados 41 estabelecimentos de ensino danificados, nove unidades de saúde afetadas, 22 outras instalações públicas atingidas e 80 estabelecimentos de outras categorias com prejuízos.

Os danos representam desafios para a recuperação das localidades atingidas, especialmente nas comunidades onde famílias perderam parte de seus bens ou tiveram suas moradias comprometidas.

Entenda o que provocou os temporais no estado

Conforme informações da Climatempo Meteorologia, a sequência de tempestades está relacionada à combinação de diferentes fenômenos atmosféricos que aumentaram a instabilidade sobre o Sul do Brasil.

Um dos principais fatores é a presença de uma área de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai, responsável por favorecer a formação de sistemas de chuva.

Outro elemento importante é a atuação do chamado Jato de Baixos Níveis, responsável pelo transporte de ar quente e úmido, criando condições favoráveis ao desenvolvimento de nuvens carregadas.

A aproximação de um cavado atmosférico, caracterizado por uma região alongada de baixa pressão, também contribui para intensificar as instabilidades e aumentar o potencial de tempestades em diferentes pontos do território gaúcho.

Confira os números da destruição no Rio Grande do Sul

Segundo o balanço da Defesa Civil estadual, divulgado nesta quarta-feira (4), os temporais provocaram os seguintes impactos:

  • 77 municípios atingidos pelas tempestades;
  • 20.042 pessoas afetadas;
  • 20 pessoas feridas;
  • 75 pessoas desabrigadas;
  • 74 pessoas desalojadas;
  • 4 residências completamente destruídas;
  • 3.882 casas danificadas;
  • 1.297 imóveis residenciais destelhados;
  • 35 casas atingidas por alagamentos;
  • 41 estabelecimentos de ensino danificados;
  • 9 unidades de saúde prejudicadas;
  • 22 outras instalações públicas atingidas;
  • 80 outros estabelecimentos com registro de danos.

Situação exige atenção diante das condições meteorológicas

Os impactos das tempestades demonstram a gravidade dos eventos climáticos que atingiram o Rio Grande do Sul. Além dos prejuízos financeiros, as ocorrências provocaram deslocamentos de famílias, danos em estruturas essenciais e dificuldades para moradores de diferentes municípios.

Diante das condições de instabilidade atmosférica, a população deve acompanhar os comunicados oficiais dos órgãos meteorológicos e da Defesa Civil, evitando áreas alagadas, locais com risco de deslizamentos e regiões próximas a estruturas comprometidas.

O balanço apresentado corresponde às informações disponíveis nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, e poderá sofrer alterações conforme novas ocorrências forem contabilizadas pelas autoridades estaduais.

Fonte: G1

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