Atleta mineira morre durante competição de ciclismo de ultradistância entre SP e MG
Conhecida como Lili, Eliana Tamietti participava do Bikingman Brasil, prova de 555 km pela Serra da Mantiqueira; evento continuou após decisão conjunta com a família.
Eliana participava de uma edição do Bikingman Brasil com percurso de 555 quilômetros, com saída e chegada em São José dos Campos (SP) e trajeto por cidades de São Paulo e Minas Gerais, passando pela Serra da Mantiqueira.
Em nota divulgada após o ocorrido, a organização informou que a atleta recebeu atendimento rapidamente, mas não resistiu.
“Até o momento, não há informações conclusivas sobre as circunstâncias da sua morte. Apesar do rápido atendimento e de todos os esforços das equipes de resgate, ciclistas e suporte presentes no evento, Eliana não resistiu. Pedimos respeito e sensibilidade nesse momento de luto”, informou o Bikingman.

O diretor da prova, Vinícius Martins, afirmou que Eliana sofreu uma queda após um possível mal súbito enquanto pedalava em um trecho de estrada de terra próximo a Piranguçu. “Ela teve um mal súbito, não se sabe exatamente o que foi. Ela estava em cima da bicicleta e bateu no barranco”, afirmou.
Segundo Martins, a atleta pedalava acompanhada de outros três ciclistas. O grupo havia feito uma breve parada durante o trajeto e Eliana seguiu sozinha por alguns segundos antes do acidente.
O socorro foi acionado imediatamente pelos outros ciclistas, com apoio da direção do evento. Equipes do Samu, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Polícia Civil foram mobilizadas para o atendimento, mas o óbito foi constatado ainda no local. Segundo o diretor da prova, Eliana não chegou a ser levada para o hospital.
“O socorro chegou e já foi constatado o óbito. Não houve transferência”, disse.
Em nota, a Polícia Civil informou que realizou perícia no local da morte de Eliana Tamietti. O corpo da ciclista foi encaminhado ao Posto Médico-Legal para exames de necropsia, e a corporação aguarda a conclusão do laudo pericial para confirmar as circunstâncias e a causa da morte.
Rastreamento mostra últimos momentos da atleta
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Os dados do rastreamento por GPS da atleta mostram que ela passou pelo ponto mais alto da prova, com 1.812 metros de altitude, no km 199 do percurso, por volta das 2h20 da madrugada. O deslocamento regular seguiu até aproximadamente 4h27, no km 219 do trajeto, horário que coincide com o momento do socorro. Depois disso, os registros já indicavam apenas o deslocamento relacionado ao atendimento e à remoção do corpo, encerrando-se em Itajubá (MG), onde fica a funerária.
A morte ocorreu pouco tempo depois de a atleta atravessar um dos trechos mais difíceis da competição, passando pela Serra de Luminosa, em estradas conhecidas por integrarem o Caminho da Fé, rota de cicloturismo entre cidades paulistas e mineiras com destino a Aparecida (SP).
Segundo Vinícius Martins, a perícia descartou falhas mecânicas na bicicleta ou problemas na estrada como causas do acidente. “A bicicleta não tinha nenhum problema. Foi tudo periciado. Não foi a estrada, não foi a bicicleta”, afirmou.
De acordo com ele, a causa específica da morte segue inconclusiva. O registro preliminar apontou “mal súbito, queda e morte”, mas não é possível afirmar se Eliana morreu em decorrência de um problema de saúde antes da queda ou por traumas causados pelo acidente.
Mesmo após a morte da atleta, a competição não foi cancelada. Segundo a organização, a decisão de manter a prova, prevista para terminar neste domingo, foi tomada em conjunto com a família.
“Toda a equipe do BikingMan presta suas mais sinceras condolências e, com a decisão em conjunto com a família, seguiremos com o evento honrando a vontade da Lili em percorrer os caminhos da Mantiqueira”, informou a organização.
Quem era Eliana Tamietti
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Conhecida no meio esportivo como “Lili”, Eliana Tamietti era atleta experiente em provas de ultradistância e gravel, modalidade disputada em bicicletas adaptadas para trechos de asfalto e terra.

