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Antes e depois: imagens mostram como ficou ponte que desabou e deixou quatro feridos no Acre

A Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no interior do Acre, foi inaugurada no dia 19 de dezembro de 2023 e tinha 232 metros de extensão. Executada pela construtora Cidade Ltda, a obra custou mais de R$ 36 milhões.

Conforme o Corpo de Bombeiros, a parte da estrutura que ruiu corresponde a 60% da extensão, o que dá cerca de 139 metros.

Imagens de drone feitas pelo videomaker Figueroa Xavier no dia 29 de dezembro de 2024, pouco mais de um ano após a inauguração, mostravam como era a ponte antes do desastre. Xavier também fez registros em vídeo da ponte na manhã deste sábado (6), menos de 24 horas após o desabamento.

A estrutura estava interditada desde quinta (4) devido ao risco de desabamento às margens do Rio Iaco. Imagens de câmeras de segurança mostram que quatro pessoas ultrapassaram o bloqueio e passavam no momento do acidente. Todas ficaram feridas.

Em nota, o governo do Acre afirmou que as responsabilidades pelo desabamento recaem sobre a construtora (leia mais ao final do texto).

À época da abertura, a Prefeitura de Sena Madureira estimava que 2,5 mil pessoas seriam beneficiadas pela passagem, que ligava os dois distritos do município.

Os escombros seguem no leito do Rio Iaco enquanto os bombeiros e Defesa Civil estudam maneiras de retirar o material.

Inquérito

A Polícia Civil confirmou que instaurou um inquérito para apurar as causas do desabamento. A investigação deve ser concluída em 30 dias.

O delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Paulo Buzolin, confirmou neste sábado (6) que peritos do município já fizeram uma perícia preliminar no local do desmoronamento. Três delegados da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) foram designados para conduzir a investigação.

O Ministério Público do Acre (MP-AC) também confirmou que a Promotoria de Justiça Cível e Criminal de Sena Madureira instaurou um procedimento para apurar as causas do acidente. O órgão solicitou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) uma perícia na área do acidente para identificar se houve falhas no projeto, na execução da obra ou na utilização do material.

Apuração

Em nota, o governo do Acre afirmou que as responsabilidades judiciais que recaem sobre a construtora Cidade.

Ainda segundo o governo, a obra foi contratada na modalidade integrada, e a Construtora Cidade ficou responsável por todas as etapas: projeto básico, projeto executivo e execução da obra. A empresa também respondeu sozinha pelas decisões técnicas que definiram o projeto e a construção.

A obra foi recebida de forma definitiva em 19 de janeiro de 2024. De acordo com o Código Civil, o empreiteiro responde por cinco anos pela segurança e estabilidade da obra. Por isso, a empresa ainda está dentro do prazo de garantia e pode ser responsabilizada por eventuais danos.

Ainda na nota, o governo aponta como possível causa para o desmoronamento a movimentação do solo às margens do Rio Iaco. O processo é conhecido como “terras caídas” e ocorre todos os anos, com períodos de cheia intensa e seca severa, influenciados por mudanças no clima na região Amazônica.

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) vai adotar as medidas judiciais necessárias. Dentre elas:

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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