Suspeito de matar americano desenvolvedor de jogos no Paraná entra na lista de procurados da Interpol; suspeita é de que ele atravessou fronteira com Paraguai
Kauã Kazahaya de Arruda é suspeito de matar Tamir Nadav, de 46 anos, em Maringá. Caso foi registrado em setembro e ainda não houve prisões.
Kauã Kazahaya de Arruda, de 20 anos, entrou para a lista vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Ele é suspeito de assassinar o desenvolvedor de jogos e americano Tamir Nadav, de 46 anos, em Maringá, no Norte do Paraná.
O crime foi confirmado pela Polícia Civil (PC-PR) no dia 22 de setembro. Angelina Oliveira da Silva, de 18 anos, também é considerada foragida. O nome dela não consta no alerta — apesar de ter sido solicitado pela polícia.
Nos mandados de prisão por homicídio qualificado expedidos em 1º de outubro, há a informação de que os dois suspeitos “se encontram, em tese, em território estrangeiro, mais especificamente no Paraguai”.
Com a inclusão do nome de Kauã na lista da Interpol, ele passa a ser alvo de um alerta para que as autoridades policiais dos 196 países membros ajudem a localizá-lo e prendê-lo.
O casal é procurado desde o dia 24 de setembro, quando a polícia divulgou os rostos e nomes deles e pediu ajuda da população para denúncias.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/7/q/qY36IgSlCNHIkbb1JScg/interpol4-1-.png)
Polícia suspeita que motivação para crime foi interesse no patrimônio da vítima
A polícia acredita que a motivação do crime foi por interesse patrimonial.
O delegado Adriano Garcia, que também investigou o caso, explicou que foi apurado que os suspeitos gastaram dinheiro da vítima. Apenas em dois relógios, o casal pagou R$ 10 mil, que eram de Tamir.
Relembre o caso
Um boletim de ocorrência do desaparecimento do estrangeiro foi aberto em 3 de setembro, quando uma amiga foi à casa onde ele morava em Maringá e foi recebida por Kauã e Angelina.
Os dois disseram a ela que o homem havia viajado a São Paulo. Contudo, a mulher achou a situação estranha e comunicou às autoridades.
Em 18 de setembro, duas amigas do americano retornaram à casa da vítima e ninguém as atendeu. As duas, então, foram informadas por vizinhos de que as luzes do imóvel estavam acesas havia dias, mas sem sinais de movimentação de pessoas lá dentro, além do cheiro forte.
As amigas chamaram a Polícia Militar (PM-PR) e entregaram a chave da casa aos policiais, que entraram no local.
De acordo com o boletim de ocorrência, havia restos de comida sobre a mesa, televisão ligada e objetos jogados pelo chão. No segundo andar, encontraram o escritório “todo revirado” e com computador ligado.
Ao lado, havia um cômodo trancado com cadeado e com líquido amarelo no chão. A equipe arrombou a porta e encontrou o corpo, que tinha mãos e pés amarrados com fita adesiva.
Há indícios de que o casal fugiu da casa do americano após a primeira visita da amiga dele, conforme a polícia. Uma das pistas é um pacote com comida abandonado em cima da mesa, intacto.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/w/O/SJ3GcpQyOzCdnzBjjeUQ/design-sem-nome-25-.jpg)

