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Pecuarista flagra grupo de sucuris entrelaçadas durante acasalamento em rio de Mato Grosso do Sul

Cena rara foi registrada no Rio Piratini, em Caarapó, e mostra várias sucuris reunidas em um comportamento natural relacionado à reprodução da espécie.

Um encontro inesperado com diversas sucuris chamou a atenção do pecuarista Natan Modesto, no município de Caarapó, em Mato Grosso do Sul. Durante uma passagem pelas proximidades do Rio Piratini, o trabalhador se deparou com várias serpentes enroladas umas nas outras, formando uma aglomeração conhecida popularmente como “bolo de sucuris”.

O flagrante aconteceu no domingo (1º de novembro) e foi divulgado nas redes sociais nesta sexta-feira (6). As imagens mostram um comportamento característico do período reprodutivo desses animais, quando diferentes machos se aproximam de uma mesma fêmea para tentar acasalar.

Encontro surpreendeu trabalhador

Embora esteja habituado à presença de sucuris na região, Natan afirmou que nunca havia observado uma concentração tão grande de serpentes no mesmo lugar.

Durante o registro, o pecuarista chegou a ficar aproximadamente cinco metros distante dos animais. A experiência foi marcante, principalmente pela oportunidade de acompanhar de perto um fenômeno pouco comum de ser presenciado.

O trabalhador relatou ao g1 MS que já havia encontrado uma sucuri naquele trecho do rio em outras ocasiões, mas nunca tinha visto vários exemplares reunidos daquela maneira.

Entenda por que as sucuris ficam entrelaçadas

Apesar da aparência impressionante, o agrupamento não representa uma briga entre os animais. Trata-se de um comportamento diretamente relacionado ao processo de reprodução das sucuris.

De acordo com o biólogo Henrique Abrahão, ouvido pelo g1 MS, durante o período de acasalamento as fêmeas liberam substâncias químicas conhecidas como feromônios. Esses sinais são percebidos pelos machos, que se aproximam e passam a disputar a oportunidade de reprodução.

Nesse processo, vários machos podem permanecer enrolados ao redor de uma única fêmea, criando uma estrutura que lembra um grande emaranhado de serpentes.

O especialista explicou que a fêmea exerce um papel importante na seleção do parceiro com o qual ocorrerá o acasalamento.

Fêmeas podem ser quase duas vezes maiores que os machos

Outra característica interessante das sucuris é a diferença de tamanho entre machos e fêmeas. Segundo Henrique Abrahão, as fêmeas apresentam dimensões significativamente superiores, podendo atingir quase o dobro do tamanho dos indivíduos machos.

Essa diferença, conhecida como dimorfismo sexual, é uma das particularidades biológicas da espécie.

O registro realizado em Caarapó evidencia um comportamento natural desses grandes répteis e revela aspectos da vida selvagem que, embora ocorram na natureza, nem sempre podem ser observados pelas pessoas.

Fonte: G1

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