O que acontece com os remédios para emagrecer apreendidos na fronteira com o Paraguai?
Mais de 20 mil medicamentos apreendidos no Paraná em 2026 foram incinerados em Goiás. Embalagens são prensadas e recicladas.
Mais de 20 mil emagrecedores irregulares apreendidos no Paraná foram destruídos pela Receita Federal de Foz do Iguaçu somente nos cinco primeiros meses de 2026.
O procedimento de destruição é padrão pela Receita, uma vez que não há como saber a procedência dos produtos, se são falsificados e se eram transportados de maneira apropriada. A maioria dos produtos é incinerada.
De acordo com o órgão, muitos dos medicamentos apreendidos entram no país sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Eles ponderam que, na maioria das vezes, não há controle adequado de armazenamento e transporte, tampouco garantia de que o conteúdo das ampolas e frascos corresponda ao que está descrito nas embalagens, o que oferece riscos à saúde.
“Esses produtos não possuem registro sanitário e podem conter ingredientes não declarados ou substâncias perigosas à saúde. O uso pode provocar graves efeitos adversos, já que a composição, origem e condições de fabricação são desconhecidas”, informou o delegado Cezar Vianna.
Após a apreensão, os produtos ficam armazenados em depósitos da Receita Federal. Em Foz do Iguaçu, por exemplo, os medicamentos são levados para a Alfândega da Receita.
Nos casos em que há receita médica e possibilidade de regularização da entrada no país, os produtos podem permanecer refrigerados se, no momento da apreensão, forem encontrados em condições apropriadas. Se isso não acontecer, os produtos são destinados à incineração.

