Família de doméstica sem salário há 55 anos é identificada: saiba como vítima será acompanhada após resgate no Ceará
A família empregadora da idosa nega as acusações e diz que ‘não retratam a relação de convivência, cuidado e afeto construída ao longo de décadas com a senhora envolvida’.
A família da idosa de 62 anos resgatada em condições análogas à escravidão, em um condomínio de luxo na cidade de Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza, foi identificada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT). Ela deve continuar morando provisoriamente com os empregadores, mas está afastada das atividades laborais e recebe acompanhamento da Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará (CRDH/Sedih).
O objetivo das autoridades nesta segunda etapa, após o resgate, é ajudar a vítima a criar autonomia, aprender a ler e escrever, criar laços de amizade e refazer contato com a sua família. A mulher foi resgatada no dia 24 de junho após passar 55 anos sem receber salário e servir à mesma família desde os 7 anos de idade.
Os empregadores firmaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no qual assumiram obrigações destinadas à proteção social da trabalhadora, como a regularização dos recolhimentos previdenciários relativos ao período reconhecido, pagamento de R$ 50 mil a título de verbas rescisórias e aquisição de um imóvel residencial em favor da trabalhadora (leia mais sobre o TAC abaixo). Os empregadores devem começar a pagar salário e indenização para a vítima de imediato.
Conforme o TAC, os empregadores da mulher foram identificados como:
- Paulo Martins Brasil – aposentado, casado com Aurora;
- Aurora Dalva Bastos de Alencar Brasil – aposentada, casada com Paulo;
- Paulo Martins Brasil Filho – advogado;
- Zaamarah Alencar Brasil Andrade – servidora pública, casada com Tiago;
- Tiago Silva Andrade – médico veterinário, casado com Zaamarah;
- Nayarah Alencar Brasil Magalhães, empregada pública.
Em nota enviada pela assessoria de comunicação do escritório BFB Advogados Associados, a família empregadora da doméstica “nega com veemência as acusações divulgadas até o momento, que não retratam a relação de convivência, cuidado e afeto construída ao longo de décadas com a senhora envolvida. Lamenta, ainda, que julgamentos precipitados tenham sido tornados públicos”.


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