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Condenado por assassinato brutal em Londrina é localizado no Paraguai depois de mais de três décadas

Um brasileiro condenado por um homicídio ocorrido no fim da década de 1980 foi localizado e preso no Paraguai após mais de 30 anos foragido. Marcos Campinha Panissa, que utilizava o nome falso de José Carlos Vieira, foi detido em uma ação conjunta entre autoridades paraguaias e brasileiras.

O crime que levou à condenação aconteceu em agosto de 1989, na cidade de Londrina (PR). De acordo com as investigações da época, Panissa invadiu o apartamento da ex-companheira, Fernanda Estruzani, e a matou com dezenas de golpes de faca. A violência do ataque — com mais de 70 facadas — causou grande repercussão e indignação na região.

“Odeio a mim mesma. Pensar que um dia amei ele como a um filho e receber essa traição que despedaçou o meu coração”, disse à época Dona Terezinha Estruzani, mãe de Fernanda.

 

Mesmo após julgamentos iniciais, o acusado chegou a responder em liberdade. Em 1995, pouco antes de um novo júri, ele desapareceu. Anos depois, foi julgado sem estar presente, procedimento que passou a ser permitido pela legislação brasileira em casos específicos, como homicídios. A Justiça fixou a pena em 19 anos e seis meses de prisão.

Com o passar do tempo, o nome de Panissa foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol, que reúne pessoas procuradas internacionalmente.

Durante o período em que esteve foragido, ele deixou o Brasil e se estabeleceu no Paraguai. No país vizinho, viveu com identidade falsa, construiu patrimônio e manteve atividades comerciais. Segundo as autoridades, levava uma vida discreta e chegou a formar uma nova família ao longo dos anos.

Foto: Marcos Landim

Homem preso por assassinar ex-esposa com 72 facadas no Paraná foi julgado e condenado enquanto estava foragido; relembre caso _ G1

Prisão a pena

A prisão ocorreu na cidade de San Lorenzo, na região metropolitana de Assunção, após um trabalho de investigação que identificou seu paradeiro. A abordagem foi realizada sem resistência, e, após os trâmites legais, ele foi entregue às autoridades brasileiras.

Agora sob custódia, Panissa começou a cumprir a pena determinada pela Justiça do Paraná. O Ministério Público informou que o tempo de detenção já está sendo contabilizado para o cumprimento da condenação.

A defesa do condenado afirmou que pretende recorrer, buscando revisão de decisões anteriores do processo. Já representantes da acusação destacam a importância do caso, considerado um exemplo da atuação conjunta entre países na captura de foragidos.

“Demonstra que o passar do tempo não fez com que crime caísse no esquecimento”, afirma Susana de Lacerda, promotora de Justiça no Paraná.

 

Fonte: por Fantástico

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