‘Como uma faca entrando na cabeça’: a luta de quem tem cefaleia em salvas, uma das dores humanas mais intensas
Em uma escala de zero a dez, ela é dois pontos e meio mais forte do que a dor de parto. Doença neurológica rara provoca crises súbitas e intensas, frequentemente confundidas com enxaqueca, e pode levar anos até ser diagnosticada.
“É como se o prego e o martelo estivessem dentro da cabeça.” A dor chega sem aviso, forte, lancinante. Em poucos segundos, a sensação é urgente e desesperadora. “Eu achava que ia morrer”, relembra Bárbara, hoje adulta, ao contar da primeira crise que enfrentou ainda criança, aos dez anos de idade.
Bárbara convive com a cefaleia em salvas, uma doença neurológica rara que atinge cerca de uma em cada mil pessoas e pode surgir em qualquer fase da vida. Durante anos, ela tratou os sintomas como se fossem de enxaqueca, até descobrir o diagnóstico correto — um caminho que costuma ser longo e cheio de obstáculos para quem enfrenta esse tipo de dor.


