Cláudio Carsughi, referência do jornalismo esportivo, morre aos 93 anos
Um dos nomes mais conhecidos do jornalismo esportivo brasileiro, Cláudio Carsughi morreu na manhã desta quinta-feira (10), aos 93 anos. A informação foi divulgada nas redes sociais por sua filha, a jornalista Claudia Carsughi.
De acordo com Claudia, o jornalista enfrentava problemas de saúde decorrentes de uma infecção respiratória e permaneceu internado durante 27 dias. Ao comunicar a morte do pai, ela afirmou que ele havia encerrado sua luta contra a enfermidade e pediu aos admiradores que fizessem orações em sua memória.
“Meu pai acabou de partir depois de 27 dias lutando contra uma infecção respiratória. Ele agora está em paz junto aos nossos antepassados. Pedimos aos fãs que orem por ele”, informou a filha.
Carsughi nasceu em 1932, na cidade italiana de Arezzo. Ainda jovem, mudou-se para o Brasil em 1946, período posterior ao término da Segunda Guerra Mundial. Instalado em São Paulo, estudou no tradicional Colégio Dante Alighieri e posteriormente concluiu o curso de Engenharia na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
Apesar da formação acadêmica na área de engenharia, sua trajetória profissional ficou marcada pelo jornalismo. Aos 16 anos, começou a trabalhar como correspondente do periódico italiano Corriere dello Sport. Entre suas primeiras experiências esteve o acompanhamento da organização da Copa do Mundo de 1950, realizada em território brasileiro.
A partir de 1957, Carsughi passou a integrar a equipe da Rádio Jovem Pan, iniciando uma relação profissional que se estenderia por várias décadas. Na emissora, exerceu atividades como jornalista e comentarista até 2015 e consolidou seu nome principalmente nas transmissões e análises relacionadas ao automobilismo.
A Fórmula 1 tornou-se uma das áreas em que ganhou maior reconhecimento entre o público. Sua experiência, conhecimento técnico e longa convivência com as competições fizeram dele uma das principais referências brasileiras na cobertura da categoria. Além do automobilismo, participou de cinco edições consecutivas da Copa do Mundo de futebol, entre os anos de 1970 e 1986.
Ao longo da carreira, também teve passagens por importantes veículos da imprensa brasileira. Entre eles estiveram a revista Quatro Rodas, onde atuou como editor, além da Gazeta Esportiva, ESPN Brasil, Jornal da Tarde e SporTV.
A extensa trajetória profissional foi registrada em livro lançado em 2012. Escrito por sua filha Claudia Carsughi, Claudio Carsughi, 50 anos de Brasil reuniu episódios de sua vida pessoal e profissional, com destaque para as experiências acumuladas durante décadas dedicadas ao rádio, ao esporte e ao jornalismo no país.
Mesmo depois de construir grande parte de sua história no Brasil, Carsughi manteve vínculos com suas origens italianas. Em 2025, recebeu uma homenagem da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que reconheceu sua importância como personalidade ligada à comunidade italiana.
Cláudio Carsughi foi casado com Hilda Carsughi e deixa dois filhos, Claudia e Odoardo. Claudia seguiu os passos do pai e também construiu carreira na área do jornalismo.

