Canal da Morte: o depósito que acumula cadáveres a céu aberto e reflete a violência no Equador
Estrutura com 45 km de extensão fica no distrito mais violento de Guayaquil. País registrou um homicídio por hora em 2025, segundo dados do governo.
Quando alguém desaparece, os familiares costumam procurar hospitais, o necrotério e a polícia. Mas, em um distrito do Equador dominado pela violência do crime organizado, a busca também acontece no Canal da Morte, onde dezenas de corpos foram encontrados.
Georgina Bermeo estava caída de bruços, com as roupas sujas e cercada por ervas daninhas quando os parentes encontraram o corpo dela, em maio, no depósito de cadáveres a céu aberto no noroeste de Guayaquil.
O canal, com mais de 45 quilômetros de extensão, corta Nueva Prosperina, considerado o distrito mais violento da principal cidade portuária do Equador.

