Após quase 10 meses de luta contra sequelas do metanol, jovem de 22 anos morre
Último boletim do estado de São Paulo de segunda-feira, que ainda não contabilizava a morte de Guilherme, aponta 54 casos confirmados desde 2025, sendo 12 óbitos.
Depois de quase 10 meses com graves sequelas causadas pela ingestão de bebida adulterada com metanol, Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, morador do bairro Recreio Primavera, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, morreu no domingo (14) e foi sepultado na segunda-feira (15).
🔍 O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos. É altamente perigoso quando ingerido. Inicialmente, ataca o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas que comprometem a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até a morte. Também pode provocar insuficiências pulmonar e renal.
No fim de 2025, a família resolveu fazer uma página nas redes sociais para mostrar a realidade de quem tinha passado pela intoxicação.
As publicações mostraram desde como o rapaz era antes da intoxicação até registros das sessões de fisioterapia e do batismo nas águas, realizado em abril deste ano. Um dos momentos compartilhados traz o dia da alta, que reuniu no corredor do hospital, profissionais da saúde com balões sob salva de palmas.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/A/t/p26XkTRliCLBxamXDdsA/alta.jpg)
Mariana do Nascimento, amiga antiga da família, detalhou os últimos dias do rapaz. Guilherme estava internado desde a última quinta-feira e não resistiu a complicações pulmonares.

