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Justiça decide que deve continuar preso padrasto de criança que chegou a CMEI com ferimentos e camisa com manchas de sangue

Mãe da menina não sabia das agressões, diz delegado

De acordo com o delegado Antonio Laercio Sousa, o padrasto era o responsável por colocar a vítima no transporte escolar para ela ir ao CMEI, enquanto a mãe dela trabalhava. Conforme Souza, a mãe da menina não sabia das agressões.

Conforme Sousa, não foi a primeira vez que a criança chegou à unidade de ensino com ferimentos. Cerca de 20 a 30 dias antes, ela apresentou um corte no queixo que precisou de pontos.

No dia da prisão, o padrasto, segundo o delegado, apresentou versões diferentes para explicar o machucado anterior. Em um dos relatos, afirmou que a menina havia caído sobre uma mesa de mármore. Em outro, disse que ela tinha caído no chão.

No dia da prisão, ele afirmou à companheira que havia entregado a criança ao motorista e à monitora da van sem ferimentos. Os dois, no entanto, negaram essa versão, segundo a Polícia Civil.

Em depoimento, a monitora contou que percebeu um hematoma próximo ao olho da menina durante o trajeto. Ela afirmou que não viu as manchas de sangue porque a criança estava agasalhada. Os demais ferimentos foram identificados quando a menina chegou à creche.

A Polícia Civil aguarda os resultados dos laudos médicos para verificar a extensão dos ferimentos e identificar possíveis lesões que não foram percebidas inicialmente.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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