Rejeitada pela mãe, filhote de canguru é ‘adotada’ por bióloga do Animália Park e ganha bolsa artificial: ‘Ela não fica sozinha’
Filhote do zoológico de Cotia, na Grande São Paulo, tem cerca de 5 meses e já dá umas voltinhas fora da bolsa de feltro produzida pela equipe.
Uma filhote de canguru-vermelho foi rejeitada logo após o nascimento, e está recebendo acolhimento de uma bióloga, que se tornou sua segunda mãe. O caso foi registrado pela equipe de monitoramento do Animália Park, em Cotia, na Grande São Paulo.
A bióloga é Thais Gomes Amaral, especialista em bem-estar animal e coordenadora do setor de aves e filhotes do Animália Park. Ela conta que a situação é considerada incomum, mas pode acontecer com qualquer espécie. Após as 24 horas, a canguru foi recolhida pela equipe, que realizou algumas tentativas de reinserção do filhote na bolsa materna, sem sucesso.
Após a rejeição, a bebê, que ganhou o nome de Eevee e está com cerca de 5 meses, passou a ser mantida em uma bolsa de tecido adaptada, utilizada para simular a bolsa materna. Segundo Thais, o acessório é forrado com feltro, por ser um material semelhante ao pelo do canguru, e é utilizado durante todo o manejo diário para tentar reproduzir as condições naturais da espécie. O animal permanece grande parte do tempo com a bióloga, sendo transportada na bolsa ao longo da rotina.
“É uma situação incomum. A expectativa é sempre que a mãe cuide do filhote, e fazemos de tudo para que esse vínculo seja mantido, porque o desenvolvimento ao lado da mãe tende a ser muito melhor do que quando o animal precisa ser criado pela equipe. Como responsável pelo departamento, acompanho a filhote integralmente há cerca de 40 dias”, afirmou. Isso mesmo: Thais está morando todo este tempo no Animália Park com a canguruzinha.
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O caso é semelhante ao registrado em outros zoológicos, como o de um filhote de macaco-japonês rejeitado pela mãe em um zoológico no Japão, que recebeu cuidados humanos intensivos e chamou a atenção ao aparecer em imagens abraçado a uma pelúcia.
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