Aneel autoriza aumento na conta de luz e impacto atinge mais de 22 milhões de brasileiros
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou novos reajustes nas tarifas de energia para oito concessionárias do país. A medida faz parte das revisões periódicas previstas nos contratos do setor elétrico e deve impactar mais de 22 milhões de consumidores.
Os aumentos variam conforme a distribuidora e a região atendida, ficando entre cerca de 5% e 15%. Entre os principais motivos para a elevação das tarifas estão o aumento dos encargos do setor elétrico, além dos custos relacionados à compra e ao transporte da energia.
O maior reajuste foi registrado pela CPFL Santa Cruz, com aumento médio superior a 15% para os consumidores. A empresa atende mais de meio milhão de unidades em cidades de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.
Outras distribuidoras também tiveram reajustes relevantes. A Enel Ceará aplicará um aumento médio de pouco menos de 6%, afetando milhões de consumidores no estado. Na Bahia, a Coelba também terá alta semelhante, com impacto em quase 7 milhões de unidades consumidoras.
Mecanismo reduz impacto imediato
Em alguns casos, a Aneel utilizou o chamado diferimento tarifário, estratégia que permite adiar parte dos custos para reajustes futuros. Com isso, o aumento imediato nas contas fica menor.
Esse modelo foi aplicado, por exemplo, à Neoenergia Cosern, no Rio Grande do Norte, que terá reajuste médio mais moderado. O mesmo ocorreu com a Energisa Sergipe.
Já a CPFL Paulista e a Energisa Mato Grosso do Sul registraram aumentos mais elevados, acima de 12%, enquanto outras distribuidoras tiveram reajustes próximos de 7%.
Energia segue como preocupação econômica
O valor da conta de luz continua sendo um tema sensível para o governo federal. Projeções recentes da própria Aneel indicam que a tarifa de energia pode subir, em média, cerca de 8% ao longo do ano, superando a inflação.
Houve discussões dentro do governo sobre a possibilidade de criar mecanismos financeiros para amenizar os impactos dos reajustes, mas a proposta não avançou devido a divergências internas.
Fonte: g1 — Brasília

