Tragédia na Serra: Engavetamento entre carretas e van provoca morte e deixa caos entre Paraná e Santa Catarina
Na madrugada desta quarta-feira, por volta das 4h45, um engavetamento brutal envolvendo duas carretas e uma van transformou o km 667 da rodovia BR-376 — entre Tijucas do Sul e Guaratuba (PR) — em palco de destruição, fogo e tragédia.
Uma das carretas tombou com o impacto; a van, com uma família inteira a bordo, pegou fogo em questão de segundos. O saldo até o momento: uma pessoa morta — o motorista de uma das carretas — e ao menos 14 feridos, entre eles crianças.

“Era pra ser passeio; virou pesadelo”
Na van estavam 17 pessoas de uma mesma família de Prudentópolis (PR), que se dirigiam ao parque Beto Carrero World, em Santa Catarina — sonho de lazer que se converteu em tragédia nas curvas da serra.
Testemunhas relataram que a pista passava por reparos: a concessionária Arteris Litoral Sul confirmou que obras noturnas atrasavam o tráfego no trecho e que a van acabou colidindo logo após o momento em que uma carreta perdeu o controle numa curva, alegadamente.
Rodovia paralisada, famílias destruídas
O trecho sentido sul da BR-376 permanece totalmente interditado desde o momento do acidente — o bloqueio teve início no km 662, em frente à unidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Tijucas do Sul.
Às 8h30 a fila já ultrapassava 18 quilômetros, segundo as autoridades — motoristas presos na imobilidade, tentando entender o que havia ocorrido.
Enquanto isso, equipes da PRF, da Arteris e do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná trabalham contra o relógio para conter o incêndio, resgatar feridos e liberar a pista.
Luiz César dos Santos é empresário e afirma que viu o engavetamento acontecer. Segundo ele, a pista estava em obras e o motorista de uma das carretas perdeu o controle da direção em uma curva, bateu em outra carreta e na sequência atingiu a traseira da van, que levava crianças. O veículo pegou fogo na sequência.
Ele declarou: “O cara passou rasgando todo mundo… olha o livramento que Deus me deu” — palavras que resumem o horror e a sorte imediata de quem sobreviveu.
Rodovia tinha bloqueio na hora da batida
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A Arteris Litoral Sul informou que havia obra de reparo do pavimento na serra na hora da batida. Disse, também, que a obra havia sido previamente informada.
Conforme a concessionária, as obras interditavam faixa da direita e central, com a faixa esquerda liberada ao tráfego.
Ainda de acordo com a Arteris, a rodovia estava sinalizada, com 2.000 metros antecedendo o local de reparo e com reforço para obras noturnas.
“As obras haviam iniciado 20h30 e tinham previsão de encerrar até às 06h. No momento do acidente já estava em fase final.”
Por ora, não há estimativa para liberação do tráfego e não foram divulgadas as identidades das vítimas. O clima permanece de consternação.
Impacto e marca registrada no litoral paranaense
Este acidente se soma a uma série de tragédias na serra da BR-376, trecho conhecido pelo elevado risco. A combinação de curvas acentuadas, obras, veículos de grande porte e horário de pouca visibilidade torna o trecho um ambiente de perigo latente.
Para as famílias envolvidas, a viagem de lazer se converteu em trauma e perdas irreparáveis. Para o trânsito e para a logística daquela porção da rodovia, a interrupção representa paralisação, riscos de novas colisões e gargalos logísticos.
E para o país, mais uma vez, se acende o sinal de alerta sobre a segurança das rodovias federais e as condições em que operam — especialmente à noite, sob obras e com veículos pesados.

