‘Tentei contato e ele me bloqueou’: filha de 24 anos processa pai por abandono afetivo e relata vida de ausência
Pai foi condenado e recorreu da decisão. Legislação reconhece o dever de cuidado na criação dos filhos e abre caminho para ações por danos morais contra pais ausentes.
A história da corretora de imóveis Vitória Schroder, de 24 anos, é marcada pela ausência. Sem qualquer convivência com o pai desde o nascimento, ela cresceu tentando entender o vazio deixado por quem nunca esteve presente — e decidiu buscar na Justiça o reconhecimento por abandono afetivo.
“Eu não tenho memórias dele porque eu não o conheço, eu nunca o vi”, conta. Segundo Vitória, o único contato do pai aconteceu ainda antes de ela nascer.
“A história que me contaram é que, quando minha mãe engravidou, ele falou que não queria ter filhos. Ele passou lá em casa, buscou ela, levou ao cartório, me registrou e, desde então, ele sumiu.”


