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Robert Duvall, ator lendário de ‘O poderoso chefão’, morre aos 95 anos

O cinema mundial amanheceu de luto. O ator Robert Duvall morreu aos 95 anos neste domingo (15). A informação foi confirmada nesta segunda-feira (16) por sua esposa, Luciana, que comunicou a despedida em uma mensagem emocionante. A causa da morte não foi divulgada.

Com uma carreira que atravessou mais de sete décadas, Duvall construiu um legado que ultrapassa premiações e bilheterias. Ele não foi apenas um ator premiado — foi uma referência de intensidade, verdade e profundidade dramática.

 Despedida íntima e cercada de amor

Em publicação nas redes sociais, Luciana revelou que o ator morreu em casa, de forma tranquila, cercado de carinho.

Ela destacou não apenas o artista consagrado, mas o homem por trás das câmeras: dedicado, apaixonado pelo ofício e atento aos detalhes humanos de cada personagem que interpretava.

Para o público, Duvall era um vencedor do Oscar, diretor e contador de histórias. Para a família, era presença, sensibilidade e afeto.

Um Oscar e sete indicações: a consagração de um mestre

Robert Duvall venceu o Oscar de Melhor Ator por sua atuação em A Força do Carinho (1983), interpretando um cantor country em decadência, marcado pelo alcoolismo e por conflitos familiares.

Ao longo da carreira, acumulou sete indicações ao prêmio da Academia, consolidando-se como um dos nomes mais respeitados de Hollywood.

Sua presença em clássicos como O Poderoso Chefão (1972) e O Poderoso Chefão – Parte II eternizou o personagem Tom Hagen, o advogado estratégico e leal à família Corleone. O papel lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar e o projetou definitivamente ao estrelato.

 De Tom Hagen ao coronel Kilgore: personagens que marcaram época

Duvall também brilhou em produções que moldaram o cinema moderno, como:

  • A Conversação (1974)

  • Rede de Intrigas (1976)

  • Apocalypse Now (1979)

  • Um Homem Fora de Série (1984)

Sua atuação em Apocalypse Now, especialmente, permanece como uma das mais emblemáticas do cinema americano, com cenas que atravessaram décadas e continuam sendo referência de interpretação.

Um ator de princípios — e personalidade forte

Conhecido por sua postura firme, Duvall recusou participar de O Poderoso Chefão – Parte III após divergências salariais. Em entrevistas, deixou claro que aceitava diferenças, mas não disparidades que considerasse desrespeitosas.

Essa franqueza moldou sua trajetória: um artista que valorizava sua arte e seu trabalho com convicção.

Mentor de gerações

A influência de Duvall ultrapassou a tela. Diversos atores apontaram o veterano como inspiração e mentor. Sua última indicação ao Oscar ocorreu por O Juiz (2015), drama no qual contracenou com Robert Downey Jr.

Seu trabalho mais recente no cinema foi uma participação em O Pálido Olho Azul (2022), reforçando que sua paixão pela atuação permaneceu até os últimos anos.

Um legado que não se apaga

Robert Duvall não foi apenas um ator premiado — foi um artesão da interpretação. Cada personagem carregava camadas, humanidade e verdade emocional.

Com sua partida, o cinema perde um de seus pilares mais sólidos. Mas sua filmografia permanece como herança cultural para futuras gerações.

Hollywood se despede de um mestre. O público, de um ícone.
E a história do cinema, de um de seus capítulos mais brilhantes.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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