Risco de câncer de pele aumenta no verão; veja como se proteger
Exposição solar acumulada é o principal fator de risco para o câncer mais comum no Brasil; diagnóstico precoce garante altas chances de cura e evita tratamentos mais agressivos.
Com a chegada do verão e o aumento do tempo ao ar livre, o Brasil entra no período de maior risco para o câncer de pele —o tipo de tumor mais frequente no país.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), devem ser registrados cerca de 220 mil novos casos de câncer de pele não melanoma por ano, número que corresponde a aproximadamente 30% de todos os diagnósticos de câncer. Já o melanoma, menos comum e mais agressivo, deve somar cerca de 9 mil novos casos anuais, com maior incidência nas regiões Sul e Sudeste
Apesar da alta frequência, o câncer de pele ainda costuma ser subestimado. Muitos pacientes demoram a procurar atendimento por acreditar que se trata de uma doença pouco perigosa —uma percepção que, contribui para diagnósticos tardios e tratamentos mais complexos.
Sol é o principal vilão, e o dano é cumulativo
A principal causa do câncer de pele é a exposição à radiação ultravioleta (UV), emitida pelo sol e também por fontes artificiais, como câmaras de bronzeamento. Esse dano não acontece de forma imediata: ele se acumula silenciosamente ao longo dos anos.
“O sol vai provocando mutações no DNA das células da pele ao longo da vida. Na maioria das pessoas, os efeitos aparecem décadas depois, geralmente a partir dos 50, 60 ou 70 anos”, explica João Duprat, líder do Centro de Referência em Tumores Cutâneos do A.C.Camargo Cancer Center.
Segundo o médico, erros cometidos ainda na infância e na juventude —como queimaduras solares repetidas e ausência de proteção— aumentam significativamente o risco no futuro. “A pele guarda a memória do sol”, resume.


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