Polícia encontra corpo em área de mata em SP, e suspeita é de que seja de PM desaparecido
Um suspeito afirmou à Polícia Civil que policial foi morto pelo crime organizado. Fabrício Santana, de 40 anos, desapareceu na quarta (7), quando foi visitar a família na capital.
A Polícia de São Paulo encontrou um corpo numa área de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, na manhã deste domingo (11). A suspeita é de que seja do militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, desaparecido desde quarta (7).
(Correção: na publicação desta reportagem, foi informado que o corpo era do PM desaparecido, mas a polícia disse que era necessário o teste de DNA para confirmação da identidade da vítima. A informação foi corrigida às 11h47)
Ele teria discutido com um traficante numa comunidade na Zona Sul da capital. Três suspeitos estão presos temporariamente. Um deles afirmou aos investigadores que o PM foi morto pelo crime organizado.
Fontes policiais disseram à TV Globo que o corpo encontrado tem as mesmas características de Santana. A confirmação só será feita a partir de reconhecimento familiar ou exame de DNA. Os policiais e cães farejadores chegaram ao endereço a partir de uma denúncia anônima.
No sábado (10), mais de 80 agentes foram empenhados para as buscas com apoio de cães, equipes de inteligência e do Comando de Choque. Inicialmente concentrada em uma área de mata no entorno da Represa de Guarapiranga, na Zona Sul, a operação foi ampliada e passou a incluir buscas dentro da água.
O PM foi visto pela última vez próximo à favela Horizonte Azul.
A Justiça decretou a prisão temporária de três suspeitos. Testemunhas relataram que o PM passou a madrugada em um bar dentro da comunidade e teria se desentendido com um deles. Durante a discussão, Fabrício teria anunciado que era policial. Segundo a investigação, o homem saiu do local e avisou líderes do tráfico de drogas de que havia um PM na favela. O policial deixou o bar logo em seguida.
Ainda conforme os depoimentos, os criminosos abordaram um segundo suspeito, que estava com o policial no estabelecimento, e ordenaram que ele levasse o cabo de volta à favela. Ele afirmou na delegacia que cumpriu a ordem do crime organizado. Os suspeitos disseram ainda que o PM foi informado de que seria morto por ser policial e estar em uma área dominada pelo tráfico de drogas.
Imagens obtidas pela TV Globo mostram o carro de Fabrício circulando pela região da comunidade na tarde do dia seguinte ao desaparecimento, seguido por um veículo preto. Segundo os investigadores, o carro pertence a Gleison Dias. Após a identificação, policiais foram até a casa dele e encontraram galões com cheiro de gasolina no porta-malas. Em depoimento, Gleison admitiu que acompanhou um homem chamado Fábio, que dirigia o carro do PM em direção a uma área de mata com o objetivo de incendiá-lo.
O veículo do policial foi encontrado incendiado na quinta-feira, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo.
Um dos suspeitos afirmou ainda que o corpo de Fabrício Gomes de Santana teria sido jogado em uma área de difícil acesso. A polícia, no entanto, avalia que a informação pode ter sido fornecida para despistar as buscas.
Desentendimento
Um dos suspeitos presos por envolvimento no desaparecimento do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, afirmou em depoimento à polícia que o cabo sumiu após discutir com um morador da Vila do Sol, bairro da Zona Sul de São Paulo, por causa de uma aposta de queda de braço.
Fábricio estava em férias e havia ido visitar o pai e o filho, moradores da região da Avenida dos Funcionários Públicos, perto da Estrada do M’Boi Mirim. Segundo a TV Globo apurou, ele ia se casar no civil na sexta-feira (9).


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