Operação por furto em chácara leva vereador e outras 10 pessoas à delegacia na região de Maringá
Um vereador de Paiçandu foi detido pela Polícia Militar nesta sexta-feira (26), suspeito de envolvimento em um caso de estelionato relacionado à venda irregular de madeira e eletrodomésticos retirados de uma chácara na área rural de Doutor Camargo, na região de Maringá. A ocorrência teve início após a prisão em flagrante de oito pessoas suspeitas de furto no local.
De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada via 190 para atender a um furto em andamento. Durante a abordagem, os oito detidos alegaram que não estavam furtando os materiais, mas que teriam adquirido os itens de terceiros, apresentando comprovantes de transferências via Pix que somam R$ 19 mil. A partir dessas informações, os policiais chegaram a outros três suspeitos de estelionato, entre eles o vereador de Paiçandu e um menor de idade, apontado como funcionário do parlamentar.
Segundo o relato policial, os comprovantes indicam que os valores foram transferidos para a conta do menor, que teria recebido o dinheiro a pedido do vereador e repassado parte à esposa dele. A proprietária da chácara foi localizada e afirmou não ter autorizado a venda da madeira nem dos eletrodomésticos, reforçando a suspeita de comercialização sem consentimento.
Conforme informou o tenente Hélio Carvalho, parte do material já havia sido retirada da chácara e estava em posse de um dos presos no município de Atalaia, sendo providenciada a devolução para apresentação na delegacia. O vereador permaneceu detido no pelotão da PM de Paiçandu e seria encaminhado à Delegacia de Maringá, onde a Polícia Civil irá avaliar a lavratura de flagrante ou a instauração de inquérito.
Ao todo, oito pessoas foram presas por furto e três encaminhadas por suspeita de estelionato, incluindo o vereador e um menor de idade. A emissora CBN informou que tenta contato com a defesa do parlamentar.
Diante da repercussão do caso, a Câmara Municipal de Paiçandu divulgou nota oficial afirmando ter recebido a informação com surpresa e esclarecendo que, até o momento, não foi formalmente comunicada sobre a prisão ou sobre eventuais crimes atribuídos ao vereador. O Legislativo destacou que, em princípio, o caso não teria relação com o cargo exercido e que eventuais medidas administrativas ou políticas somente serão analisadas após a conclusão das investigações.
A defesa do vereador Weslei Natan dos Santos, conhecido como Wesley da Borracharia, também se manifestou por meio de nota, afirmando que o parlamentar está colaborando com as autoridades, confia na Justiça e que, ao final das apurações, sua inocência será comprovada.

