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Neymar admite se aposentar após fim de contrato com o Santos: “Não sei o ano que vem”

O meia-atacante Neymar não descarta se aposentar ao fim da temporada, quando encerra o contrato atual com o Santos. O craque disse que, atualmente, vive um dia de cada vez e a decisão de seguir ou não com a carreira será tomada com o coração.

Em entrevista para a CazéTV, o camisa 10 do Peixe deixou o futuro em aberto. Neymar ainda tem a ambição de disputar a Copa do Mundo deste ano com a seleção brasileira.

– Não sei o que vai acontecer daqui pra frente. Não sei o ano que vem. Pode ser que chegue em dezembro e eu queira aposentar. Vai ser do meu coração. Um dia de cada vez. Vamos pouco a pouco.

Neymar durante treino do Santos — Foto: Raul Baretta/ Santos FC
Neymar durante treino do Santos — Foto: Raul Baretta/ Santos FC

Até por conta do objetivo de voltar a defender a Seleção, o craque demorou para estrear nesta temporada. O ídolo santista entrou em campo pela primeira vez na partida contra o Velo Clube, no último domingo, pelo Campeonato Paulista. Segundo ele, a ideia era retornar somente quando estivesse 100%.

– Queria voltar a jogar essa temporada totalmente 100%. Por isso que eu segurei alguns jogos, segurei um pouquinho a mais. Sei que muita gente fala muita besteira. Não sabe do dia a dia, não sabe como é que é. Mas a gente tem que se aguentar ali. Eu quis voltar juntamente com o Santos. Santos fez um planejamento muito bom, me ajudou nesse quesito.

– Obviamente que eu queria voltar para ajudar meu time da melhor maneira possível, mas acabei segurando um pouco para voltar 100%. Sem dor, sem medo, sem nada. E eu consegui voltar muito bem nesse último jogo. Então, fico feliz, fico tranquilo de ter voltado um pouco melhor do que eu estava antes. Óbvio que eu preciso adquirir ritmo de jogo, um pouquinho mais de treinos que eu vou estar melhor. Mas é isso, com bastante treinamento, bastante perseverança, que é isso que nos move, que eu vou conseguir alcançar o meu 100%. Isso que eu quero.

Neymar também comentou sentir falta de poder se sentir uma pessoa normal e realizar coisas do cotidiano como, por exemplo, poder levar a filha Mavie até a praia em Santos.

– Esses dias foi num quiosque em Santos pegar um lanche. Eu não desci. Tinha muita gente. Só fiquei no carro esperando meus amigos descerem pra pegar o lanche. De vez em quando tenho essas ideias malucas de querer fazer algumas coisas normais, coisas que fazia antes. Meus amigos falam: “Po, tá pensando que você é normal? Que você não vai ser visto”. Mas eu gosto de fazer. Eu gosto de me sentir normal, um ser humano como qualquer outro. Com vontade de fazer as coisas que são normais. Uma que não fiz ainda que foi levar minha filha na praia e acho que nem vou tentar porque eu acho que não vai dar certo (risos).

O craque também falou sobre a família. Neymar disse que tinha o desejo de ter os quatro filhos próximos da sua rotina, mas que isso não é possível porque Davi Lucca e Helena não moram em Santos. Ele também falou sobre o carisma de Mavie, que se tornou um xodó da torcida do Peixe.

– Obviamente que queria todos meus filhos ali perto, no dia a dia. Mas dois vivem um pouquinho longe. O Davi vive em Barcelona, a Helena aqui em São Paulo. Então, não tem esse dia a dia como a Mavie e a Mel tem. A Mavie, desde pequena, sempre teve esse carisma, esse carinho. Ela sempre foi brincalhona, muito esperta, bagunceira. E hoje está cada vez mais. A mãe fala que puxou o pai completamente (risos). Puxou o pai. É bagunceira igual (risos).

Neymar na Vila Belmiro com camisa ‘retrô’ do Santos — Foto: Jota Erre/AGIF

O camisa 10 do Santos destacou, ainda, a importância dos amigos no seu processo de recuperação. O jogador divulgou, nas redes sociais, um vídeo onde os parças realizavam a sessão de fisioterapia junto com ele, com a terapia por ondas de choque.

– Foi só pra passar um pouquinho, né, pra galera que me acompanha. Meus amigos sabem, já tinham feito outras vezes também. Porque eu sempre obrigo pra todo mundo. Falo assim: “Não, na hora do bem e bom, de pedir ingresso, de ir no estádio, você estão tudo lá. Agora, a fisioterapia todo mundo vai ter que fazer também”. Então, eles levam na boa. Sentem um pouquinho de dor, mas levam na boa porque eles me dão bastante força. Nesses momentos que são difíceis, esses últimos que passei, ainda mais com a cirurgia no joelho e tudo mais. Eles foram fundamentais na minha vida. Me deram força ali. Brincavam comigo na hora que tinha que sentir dor. Me ajudou demais. Se não fossem eles eu, com certeza, não sei se conseguiria passar por tudo isso. E se conseguisse passar, seria uma barra muito grande. Mas eles deixaram tudo mais leve, tudo mais tranquilo.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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