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Neste 1º de março, Itaipu celebra o Dia Mundial dos Catadores

Empresa desenvolve o programa Coleta Mais, voltado à estruturação da coleta seletiva e à valorização do trabalho essencial que os catadores desenvolvem nos municípios

Salgado Filho, município com pouco mais de 4 mil habitantes no Sudoeste do Paraná, é exemplo de como os investimentos da Itaipu Binacional na coleta seletiva, por meio do programa Coleta Mais, impactam positivamente na qualidade de vida e na redução das desigualdades.

Essa iniciativa, atualmente, está presente em 255 municípios e beneficia mais de 4 mil coletores de materiais recicláveis com capacitação, melhores condições de trabalho e de renda. O investimento total da Itaipu é de R$ 315 milhões e inclui convênios e editais de apoio a prefeituras, instituições, e associações e cooperativas de catadores.

Em Salgado Filho, Gilmar da Silva, 53 anos, já trabalhou na agricultura e na construção civil, mas há 10 anos começou a recolher materiais recicláveis porque estava desempregado. Na época, a atividade lhe rendia, por mês, um pouco mais que um salário-mínimo (cerca de R$ 900). Essa realidade se manteve até o começo do ano passado.

Gilmar da Silva (segundo da direita para a esquerda) conquistou a casa própria trabalhando com reciclagem. Foto: Ana Paula Cigolini

Com a chegada do programa Coleta Mais, a principal inovação foi o caminhão-baú que permitiu aumentar consideravelmente a quantidade de material recolhido e a diferença foi percebida no bolso. No último mês de janeiro, a renda mensal chegou a R$ 5.400. A média mensal tem ficado em torno de R$ 4.000.

Com a melhoria na renda, Gilmar conseguiu realizar um sonho de muitos anos: a compra da casa própria. “Com o caminhão, aumentou muito a produtividade e a qualidade do trabalho. O material sai mais limpo e temos menos perdas”, conta o catador, que preside a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Salgado Filho.

Em 2025, a associação respondeu pela triagem e venda de cerca de 150 toneladas de recicláveis. A receita gerada é dividida entre os associados. “São 150 toneladas de resíduos que deixaram de ir para o aterro sanitário”, destaca a analista e técnica ambiental Ana Paula Cigolini, do Instituto de Tecnologia Aplicada e Inovação (Itai).

Programa contempla as associações de catadores com caminhão, esteira e empilhadeira, além de assistência técnica. Fotos: William Brisida/Itaipu Binacional

Em Salgado Filho, o Coleta Mais é resultado de uma parceria entre a Itaipu, Itaipu Parquetec e Consórcio Intermunicipal de Saneamento (Cispar). O Itai é contratado do Itaipu Parquetec para auxiliar na gestão técnica das cooperativas e associações de catadores.

A coleta é realizada “de porta em porta”. E o fato de os catadores trabalharem uniformizados traz reconhecimento e formalidade, contribuindo para conscientizar a população. Atividades de educação ambiental complementam a iniciativa e têm levado mais estabelecimentos comerciais e escolas a realizarem a separação e destinação adequada dos resíduos.

Recentemente, a Associação começou a recolher materiais de grandes geradores de resíduos (como supermercados e agroindústrias) no município vizinho, Flor da Serra do Sul, onde, até então, a coleta seletiva era inexistente. Com isso, a expectativa é aumentar a reciclagem para mais de 240 toneladas em 2026. Diante dessa perspectiva, Gilmar já considera a possibilidade de contratar para reforçar a equipe.

Coleta Mais

O Coleta Mais é uma das iniciativas do programa Itaipu Mais que Energia, que congrega as ações sociais e ambientais da Itaipu Binacional em 434 municípios do Paraná e do Mato Grosso do Sul, alinhadas às políticas públicas do Governo do Brasil e às metas da Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável, em especial o ODS 1 (Erradicação da Pobreza), ODS 10 (Redução das Desigualdades e ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis).

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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