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Mulher que arrancou árvores em Curitiba duas vezes alegou que estava sob efeitos de remédios e álcool, diz delegado

A mulher que arrancou árvores em Curitiba duas vezes alegou para a polícia que estava sob efeitos de remédios controlados e álcool em ambas as situações. As informações são do delegado Guilherme Dias, que a interrogou nesta segunda-feira (5).

Segundo ele, ela tem 57 anos e afirmou que está passando por problemas psiquiátricos, e por isso “teria ficado fora de si”.

No dia 29 de dezembro, a mulher foi filmada arrancando e vandalizando 40 mudas de araucária que tinham sido plantadas por voluntários no canteiro da Avenida Nossa Senhora da Luz. No dia 1º de janeiro, os voluntários voltaram ao local e replantaram as árvores, que são da espécie ameaçada de extinção; no entanto, horas depois a mulher voltou ao local e destruiu as plantas, novamente.

“Ela alegou que achou estranho o plantio daquelas árvores e que mora naquela região desde a década de 1980, mas justificou que os problemas de saúde, associados ao uso de álcool e medicamentos, acabaram conduzindo ela a esses atos impensados”, explica o delegado.

 

A mulher está sendo investigada por crimes ambientais – e, agora, também por dirigir sob o efeito de álcool e medicamentos que afetem a capacidade cognitiva, já que chegou de carro ao local.

O nome dela não foi divulgado pela Polícia Civil.

Crimes

Na segunda vez, além de arrancá-las, mulher levou embora algumas das mudas — Foto: Um Milhão de Árvores
Na segunda vez, além de arrancá-las, mulher levou embora algumas das mudas — Foto: Um Milhão de Árvores

O delegado Guilherme Dias afirma que a mulher será indiciada por corte de árvores e vegetação do bioma da Mata Atlântica e por destruir árvores de ornamentação pública, e que poderá responder por dirigir embriagada.

“Nós também já solicitamos ao Poder Judiciário medidas cautelares diversas da prisão, como o impedimento dela se aproximar daquele canteiro. Em caso de descumprimento, nós vamos representar por medidas ainda mais gravosas.[…] E também existem outras sanções administrativas a que ela pode estar sujeita aqui no Município de Curitiba, passíveis de multa”, complementa.

 

Por estar ameaçada, a araucária é protegida por leis ambientais que restringem o corte, a destruição e a exploração da árvore.

Em casos de corte da araucária, o valor do auto de infração é de R$ 500 por árvore derrubada, segundo o Instituto Água e Terra (IAT), além de multa referente à área que sofreu desmatamento ilegal. Se o desmatamento ocorrer dentro de Áreas de Preservação Permanente (APP) o valor da multa pode variar de R$ 5 mil a R$ 50 mil por hectare ou fração de vegetação atingida.

Após voluntários replantarem árvores arrancadas por mulher, ela voltou ao local e vandalizou novamente — Foto: Um Milhão de Árvores
Após voluntários replantarem árvores arrancadas por mulher, ela voltou ao local e vandalizou novamente — Foto: Um Milhão de Árvores

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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