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Itaipu presta apoio a haitianos recém-chegados no Brasil

Empresa forneceu ônibus para o transporte dos imigrantes em Foz do Iguaçu (PR)

A Itaipu Binacional forneceu apoio logístico a um grupo de 71 haitianos que desembarcaram na manhã desta quarta-feira (14) no aeroporto de Foz do Iguaçu (PR). Ônibus e vans foram disponibilizados pela empresa para transportar os imigrantes até a rodoviária, de onde saíram de ônibus para diferentes cidades do Brasil.

“Nosso País se fortalece quando acolhe com humanidade aqueles que chegam em busca de segurança e novas oportunidades”, afirmou o diretor-geral brasileiro em exercício e diretor jurídico da Itaipu Binacional, Luiz Fernando Delazari. “Receber os refugiados haitianos com respeito, empatia e compromisso é reafirmar nossos valores de solidariedade latino-americana, política de governo do Presidente Lula e com a qual a atual gestão da Itaipu tem completa sintonia. É um simples gesto de acolhida, para uma comunidade sofrida que busca melhores condições humanitárias de vida.”

Para Julien Roldy, presidente da Associação dos Migrantes, Indígenas e Refugiados de Foz do Iguaçu (AMIRF), o apoio da Itaipu nesse momento é fundamental.

Julien Roldy, presidente da Associação dos Migrantes, Indígenas e Refugiados de Foz do Iguaçu.

“A Itaipu investe nas pessoas, é parceira do desenvolvimento social e é sensacional que ela esteja mais presente junto aos imigrantes.”

Famílias
Todos os haitianos desembarcados nesta quarta-feira já têm familiares vivendo e trabalhando no Brasil, de acordo com Laurette Bernardin Louis, presidente da Associação para a Solidariedade dos Haitianos no Brasil (ASHBRA).

Laurette Bernardin Louis, presidente da Associação para a Solidariedade dos Haitianos no Brasil.

“Há alguns meses uma portaria interministerial dos Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores permitiu que pessoas que estão no Haiti com visto autorizado possam vir ao Brasil reencontrar seus familiares”, explicou. “Alguns estão longe de suas famílias há vários anos, e agora lhes foi possibilitada essa reunião familiar.”

É o caso do jovem Solanndy Pierre, de 17 anos, que viajará para Goiânia, no estado de Goiás, para reencontrar a mãe, que não vê há cinco anos.

O jovem Solanndy Pierre.

“Ficarei emocionado em reencontrar minha mãe. Quero terminar meus estudos, aprender a dirigir automóvel e depois fazer faculdade para ser médico”, disse.

Já Naomi Joseph vai reencontrar a irmã em Curitiba. “Estou feliz de estar aqui; viveremos melhor no Brasil, por causa da situação que atravessa nosso país. No Haiti eu trabalhava com Marketing e negócios. Sou competente nisso e aqui espero um dia trabalhar nessa área ou em outros tipos de trabalho”, revelou.

Naomi Joseph trabalhava com marketing no Haiti.

Samuel Derilus também se estabelecerá em Curitiba, na casa do irmão. “Quero trabalhar e juntar dinheiro para ajudar minha família. No Haiti eu dirigia táxi para sobreviver e aqui também gostaria de trabalhar como motorista”, disse.

Samuel Derilus dirigia táxi e quer trabalhar como motorista.

Crise
O Haiti, país da América Central, vive uma crise humanitária, com registros de violência, violações de direitos humanos e pobreza extrema. O país foi assolado por um terremoto em 2010, quando o Brasil passou a conceder visto humanitário aos haitianos.

Laurette e Julien fazem a acolhida aos imigrantes.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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