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‘Foi um estupro de vulnerável de forma online’, diz mãe de menina de 11 anos que foi aliciada através do Roblox

Em entrevista ao Fantástico, a mãe de uma menina de 11 anos denunciou que a filha foi vítima de abuso sexual após ser aliciada por meio da plataforma de jogos Roblox.

“Ela sempre foi muito amorosa. De repente, começou a ficar diferente, mais quieta, com olheiras. Eu achei estranho”, relatou.

 

Segundo ela, o crime aconteceu depois que a criança passou a conversar com um desconhecido dentro do jogo e, posteriormente, migrou para outros aplicativos de mensagens. A situação foi descoberta quando os pais tiveram acesso ao celular da criança. No aparelho, encontraram vídeos pornográficos enviados pelo agressor.

“Quando abri o celular, vi vídeos pornográficos. Ela começou a chorar, ficou desesperada”, lembra a mãe.

Ao ser questionada, a menina contou que vinha sendo ameaçada.

“Começou assim: ‘Eu sei onde você mora, eu vou matar você, vou matar seus pais, eu vou te sequestrar'”.

 

O agressor também ensinava a menina a burlar sistemas de controle parental, orientando-a a esconder conversas e atividades no celular.

“Isso foi o que mais eu assustei. Quando eu fui lendo a conversa, ele mesmo falava: ‘você entra aqui, você entra ali e eles vão fazer assim’. ‘Os teus pais não vão ver que você está jogando ou conversando'”.

 

Mesmo após bloquear o agressor, a menina voltou a ser procurada dentro da plataforma.

“Ele dizia que, se ela não desbloqueasse, seria pior”, contou a mãe.

 

O caso é investigado pelo Núcleo de Combate aos Crimes na Internet do Paraná.

“Me deu um desespero como mãe. Foi um estupro de vulnerável de uma forma realmente online”.

Denúncias e investigações

Um dos ambientes virtuais mais populares entre crianças e adolescentes, o Roblox — plataforma com milhares de jogos criados pelos próprios usuários — tem sido alvo crescente de denúncias e investigações no Brasil. Autoridades apontam que, por trás do visual lúdico e da promessa de diversão, o espaço abriga riscos sérios: conteúdos inadequados, dificuldades de monitoramento e, principalmente, um cenário fértil para a atuação de aliciadores de menores.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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