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Filhote de maior águia do planeta surge em ninho após meses de mistério e reascende esperança

O filhote de harpia, considerada a maior águia do planeta e em nível de quase extinção, nasceu no início de janeiro de 2026 em Corumbá, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. O animal vinha sendo monitorado desde 2025 por pesquisadores que acompanham o único ninho ativo da espécie na região. Veja o vídeo acima.

A confirmação do nascimento foi feita pelo biólogo e fotógrafo Gabriel Oliveira, que atua no monitoramento da ave no Maciço do Urucum. Imagens registradas no local mostram a fêmea ao lado do filhote no ninho. A estimativa do especialista é que o animal tenha nascido na primeira quinzena de janeiro deste ano.

O vídeo foi gravado durante uma atividade de turismo de observação de aves e da vida selvagem no Pantanal, feito pela Icterus Ecoturismo. Foi nesse contexto que a equipe localizou o ninho da harpia e iniciou o trabalho de monitoramento da espécie.

A captação das imagens foi feita em parceria com o projeto Planeta Aves, que atua na divulgação científica e educação ambiental das aves.

Ave gigante cuida de filhote

Segundo o biólogo Gabriel Oliveira, nos primeiros 60 dias, a mãe permanece quase todo o tempo com o filhote para protegê-lo. “Depois, ela começa a sair para caçar junto com o macho, e os retornos ao ninho passam a ser menos frequentes”, explicou.

O cuidado parental da harpia pode se estender por longos períodos. De acordo com o monitoramento, o filhote pode permanecer sob os cuidados dos pais por até dois anos e meio, se for fêmea, ou cerca de um ano e meio, se for macho.

Descoberta de ninho colocou fim a mistério no Pantanal

Um dos ninhos usado pelo casal foi localizado em julho de 2025, após anos de buscas feitas por especialistas que estudam a fauna do Maciço do Urucum. A descoberta confirmou a presença reprodutiva da espécie na região.

O ninho onde o filhote foi encontrado foi registrado pela primeira vez em novembro do ano passado. Segundo o biólogo, o ninho avistado em julho daquele ano funcionava como reserva.

Pesquisadores tentavam localizar um ponto de reprodução da harpia no Pantanal havia mais de uma década. O primeiro registro de um indivíduo da espécie na área ocorreu em 2012.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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