Buscas por criança de 4 anos desaparecida em MG entram no terceiro dia
Alice Maciel Lacerda Lisboa foi vista pela última vez no sítio da avó, no interior de MG, na quinta-feira (29). Bombeiros, policiais e moradores fazem buscas na região.
As buscas por Alice Maciel Lacerda Lisboa, menina de quatro anos de idade que desapareceu na tarde de quinta-feira (29), entraram no terceiro dia neste sábado (31). De acordo com o Corpo de Bombeiros, são 12 guarnições empenhadas nas buscas.
A menina é autista não verbal, ou seja, não utiliza a fala como principal forma de comunicação, e foi vista pela última vez no sítio da avó, em Bituri, um distrito de Jeceaba, na Região Central de Minas Gerais.
Bombeiros, policiais e moradores da cidade fazem varreduras em uma área de cerca de 40 hectares, o equivalente a 40 campos de futebol (leia mais abaixo). No fim da tarde de sexta, o Ministério da Justiça emitiu um alerta sobre o desaparecimento.
A Polícia Civil abriu uma investigação sobre o caso e afirmou estar realizando todas as diligências. Até a última atualização desta reportagem, a instituição não havia informado quais são as hipóteses consideradas sobre o desaparecimento.
Mãe fez apelo em áudio
Nesta sexta-feira, a mãe da menina usou as redes sociais para fazer um apelo e tentar localizar a filha. Em um áudio compartilhado pelo WhatsApp, Karine Maciel, de 24 anos, pediu que a menina seja devolvida caso tenha sido encontrada por alguém (ouça acima).
A autenticidade da mensagem foi confirmada com a família.
“Pelo amor de Deus, se alguém pegou a minha filha, por favor, devolve ela. Ela é autista. Ela precisa de cuidado. Ela fica comigo o tempo inteiro. Ela só não fica comigo quando eu trabalho […]. Ela tem um irmão da idade dela. Os dois só ficam juntos. Ele ‘tá’ sentindo muita falta dela, por favor. Se alguém pegou minha filha, devolve. Ou, então, larga ela em algum lugar e avisa”, disse a mãe.
Desaparecimento
O desaparecimento de Alice foi registrado por volta das 14h30 de quinta-feira. Ao g1, o tio da criança relatou que, no momento do desaparecimento, ela estava com os avós e o irmão mais novo, de três anos.
Ainda de acordo com o parente, aproximadamente 100 pessoas da comunidade se juntaram a policiais e bombeiros nas buscas (leia mais abaixo). Varreduras em córregos próximos também foram feitas.
Estrutura das buscas
De acordo com o Corpo de Bombeiros, as buscas pela menina começaram na quinta. Ao todo, 28 militares foram empenhados na operação.
- No primeiro dia, um cão farejador de odor específico indicou uma área de mata entre uma estrada e a casa da avó, considerada o último ponto em que a criança foi vista. O local foi demarcado e dividido entre equipes com bombeiros e voluntários.
- Drones com câmeras térmicas também foram usados em sobrevoos e novas varreduras, enquanto militares especializados em buscas com cachorros e em florestas atuavam por terra.
- Nesta sexta-feira (30), a operação foi ampliada, com exploração de novos locais, uso de cães farejadores, reavaliação dos pontos já verificados e realinhamento entre os órgãos envolvidos. A corporação informou que a área de buscas é equivalente a 40 hectares, o que corresponde a 40 campos de futebol.

