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Bastidores: Corinthians recuou em negócio por Alisson após reavaliar finanças e benefício esportivo

O Corinthians recuou da contratação por empréstimo do meio-campista Alisson, do São Paulo, após uma reavaliação financeira e esportiva. Inicialmente, o Timão havia chegado a um acordo com o rival tricolor, mas voltou atrás.

Segundo dirigentes, o Corinthians até teria R$ 1 milhão para garantir o empréstimo, mas os demais termos do acordo pesaram negativamente. A diretoria financeira avaliou que não haveria previsão orçamentária para fechar negócio.

O clube precisaria pagar outros R$ 500 mil no segundo semestre e mais R$ 1,5 milhão caso Alisson atuasse por pelo menos 45 partidas em 20 partidas ou mais – uma meta que provavelmente seria atingida.

O novo presidente do São Paulo, Harry Massis, chegou a dar o acordo como certo, esperando apenas o pagamento de R$ 1 milhão para liberar o jogador. Entretanto, o presidente Osmar Stabile resistiu a comprometer o combalido caixa corintiano com a pedida tricolor, ainda mais levando em conta o aspecto esportivo.

O Corinthians ainda teria de pagar R$ 2 milhões adicionais se Alisson entrasse em campo contra o São Paulo e não poderia contar com o jogador no Campeonato Paulista, visto que o meia já havia atuado pelo Tricolor. Isso também pesou.

Por responsabilidade financeira, com o clube com dívida na casa dos R$ 2,8 bilhões, o Corinthians desistiu da contratação. O executivo Marcelo Paz, que costurou o acordo com o executivo do São Paulo, Rui Costa, ligou para Alisson para se desculpar com o jogador pela reviravolta.

Harry Massis Júnior, presidente do São Paulo, com Marcelo Paz, executivo do Corinthians — Foto: Marcos Ribolli
Harry Massis Júnior, presidente do São Paulo, com Marcelo Paz, executivo do Corinthians — Foto: Marcos Ribolli

O meia chegou a ir ao CT Joaquim Grava, mas não pôde fazer exames, nem participar de atividades, porque o Corinthians ainda reavaliava a situação e não havia realizado o pagamento ao São Paulo.

Alisson era uma pedida do técnico Dorival Júnior, responsável por uma transformação na carreira do jogador, na época em que comando o São Paulo. Ele deixou de ser atacante para virar meia mais defensivo.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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