Ascensão de Mojtaba Khamenei representa o alinhamento profundo com as facções mais radicais do Irã
Eleição de filho de Khamenei como novo líder supremo deve recrudescer a guerra de EUA e Israel ao regime islâmico.
Mais do que um sinal de continuidade, a escolha de Mojtaba Khamenei para suceder o pai como o terceiro líder supremo do Irã indica o desafio do regime ao Ocidente e deve agravar o rumo do conflito, quando o país é severamente atacado por EUA e Israel e revida contra alvos nos países vizinhos.
➡️ O nome e a reputação de Mojtaba estão intimamente ligados ao aparato de segurança da República Islâmica, especificamente à Guarda Revolucionária e às milícias Basij. E mais: ele é coroado justamente após perder o pai, a mãe, a esposa, a irmã e outros parentes no bombardeio coordenado há dez dias por Donald Trump e Benjamin Netanyahu.
Sua ascensão, portanto, é sinônimo de resistência e intransigência e não de rendição ou concessão, conforme vem conclamando o presidente norte-americano ao regime a fazer para encerrar a guerra. Representa o alinhamento profundo com as facções mais radicais do regime e a manutenção de sua linha ideológica: repressão interna e expansão da influência regional.

Há pelo menos uma década, o nome de Mojtaba Khamenei constava em todas as listas dos mais cotados para suceder o líder supremo, mas passou a ser o favorito após a morte do pai, reforçando a conduta de confronto.
“O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã”, declarou Trump ao portal de notícias Axios, reivindicando para si um papel na escolha do líder supremo. Israel também associou a nomeação a “um alvo inequívoco para a eliminação”, conforme expressou o ministro da Defesa, Israel Katz.

