‘Arco do Amor’ desaba na Itália em pleno dia dos namorados
O que era cenário de promessas eternas virou ruína em poucas horas. A formação rochosa conhecida como “Arco do Amor” desabou no último sábado (14), justamente no Dia dos Namorados, na cidade de Melendugno, região da Puglia, sul da Itália.
O monumento natural, oficialmente chamado de Arco Sant’Andrea, era um dos pontos turísticos mais emblemáticos da península de Salento. O colapso ocorreu após dias de fortes chuvas que atingiram a costa do Mar Adriático.
O arco natural havia se tornado conhecido como “Arco do Amor” devido aos inúmeros pedidos de casamento realizados no local. Casais viajavam até a costa rochosa para eternizar momentos sob a estrutura moldada ao longo de séculos pela força do mar e do vento.
No sábado, porém, a paisagem mudou drasticamente. Parte da formação não resistiu à instabilidade climática e desmoronou, deixando apenas fragmentos da rocha que por décadas atraiu turistas do mundo inteiro.
A repercussão foi imediata. Moradores e autoridades locais lamentaram a perda do cartão-postal.
O prefeito de Melendugno, Maurizio Cisternino, classificou o episódio como um golpe profundo para a cidade e para o turismo regional. Segundo ele, o Arco era um dos pontos mais fotografados de toda a costa italiana.
O simbolismo da data tornou o episódio ainda mais marcante. O desabamento ocorreu no mesmo dia em que diversos países celebram o amor em 14 de fevereiro, data associada a São Valentim, padroeiro dos casais na tradição católica.
Mediterrâneo sob pressão climática
O colapso do arco não é um fato isolado. A região do Mediterrâneo enfrenta um período de instabilidade crescente. Após registrar temperaturas históricas elevadas em 2025, o mar tem sido palco de tempestades intensas e ciclones mais frequentes.
Recentemente, o ciclone Harry provocou destruição na cidade de Niscemi, na Sicília, abrindo uma extensa fissura urbana que comprometeu ruas e residências.
Especialistas alertam que os fenômenos climáticos no Mediterrâneo têm se tornado mais extremos, com ventos que podem ultrapassar 100 km/h e ondas que atingem até 15 metros de altura — condições que aceleram processos erosivos nas formações costeiras.
Patrimônio natural em risco
A queda do Arco Sant’Andrea reacende o debate sobre a vulnerabilidade de monumentos naturais diante das mudanças climáticas e da intensificação de eventos extremos.
Para moradores e visitantes, resta a memória de um cenário que simbolizava romance e eternidade — ironicamente vencido pela força do tempo e do clima.
A reportagem continuará acompanhando os impactos ambientais e as possíveis medidas de preservação na costa da Puglia.

