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Amiguinhos aplaudem criança de 5 anos que ficou meses fora da escola após transplante de coração, em Curitiba

Segundo a família, Lívia recebeu um diagnóstico de cardiopatia quando ainda era bebê. Em 2024, a doença agravou e ela teve uma infecção que evoluiu para miocardiopatia dilatada – doença cardíaca em que os ventrículos se dilatam e o músculo cardíaco fica fraco, incapaz de bombear sangue eficientemente para o corpo.

Lívia passou por uma consulta e, de lá, já foi levada para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Antes do transplante, a família chegou a pensar que a menina não resistiria.

“Abriram a porta da UTI para todo mundo entrar e se despedir dela. Foi um momento triste, ela deitada na cama e todo mundo lá se despedindo da Lívia. Mas nós acreditamos a todo momento que ela iria voltar. Nossa fé era muito grande e a força dela era grande também”, afirma o pai, Paulo Cezar Melo da Silva.

O coração que Lívia precisava chegou. Foi por meio de uma ligação que a mãe, Karen Godói da Silva, soube da boa notícia.

“O médico dela me ligou e falou: ‘Karen, a gente achou um coração’. Ele continuou falando do processo que ia fazer para buscar o coração e eu não escutei nada do que ele disse. Para mim era só ‘chegou o coração’ e era isso”, lembra a mãe.

Karen detalha como a generosidade de uma família que ela nem conhece salvou a vida da filha dela.

“Eu sou muito agradecida à família. Não tive contato, mas eles são uma bênção na minha vida, porque se não fosse a atitude dessa mãe, no momento mais triste da vida dela, porque eu sei o que é quase perder um filho… Eu só tenho a agradecer. Não tenho nem palavras para dizer o quanto ela é abençoada para mim. Eu falo para a Lívia que ela tem um anjinho dentro dela, que a vida pode continuar mesmo depois da morte”, afirma.

 

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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