BrasilÚltimas notícias

Alzheimer na América Latina: 56% dos casos poderiam ser evitados

No final de fevereiro, a Associação Internacional de Alzheimer (AAIC na sigla em inglês) promoveu, ao longo de quatro dias, eventos em diferentes lugares – Austrália, Reino Unido, Nigéria, Kosovo, Costa Rica e Uruguai – para debater o cenário da doença com abordagens locais. Decidi acompanhar o painel realizado no Uruguai, já que os dados se referiam à América Latina. Coube à pesquisadora argentina Lucía Crivelli, da Fundação para a Luta contra as Enfermidades Neurológicas da Infância (FLENI), instituição especializada em neurologia, neurocirurgia e reabilitação de crianças e adultos, fazer a principal apresentação, com um alerta importante.

Enquanto, no resto do mundo, 45% dos casos de Alzheimer poderiam ser evitados, o percentual chega a 56% na América Latina.

Lucía Crivelli: chega a 56% o percentual dos casos de Alzheimer que poderiam ser evitados na América Latina — Foto: Divulgação
Lucía Crivelli: chega a 56% o percentual dos casos de Alzheimer que poderiam ser evitados na América Latina — Foto: Divulgação

E por que isso acontece? Como explicou a pesquisadora, o foco em prevenção ainda é insuficiente. Nosso estilo de vida desempenha um papel crucial nesse tabuleiro de xadrez. Vamos ao meu mantra preferido: praticar atividade física, não fumar, controlar o peso, o colesterol, o nível de açúcar no sangue e o consumo de álcool são iniciativas que deveriam constar de todos os programas de saúde pública. Crivelli enumerou outros fatores de proteção: escolaridade, redução da poluição, prevenção da depressão, de traumatismos cranianos e da perda de audição e visão – tendo, como pano de fundo, o estímulo a conexões sociais que sirvam de apoio às pessoas.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *