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Homem é preso por operar drone ilegalmente e atrapalhar helicóptero no resgate de adolescente afogado no Paraná

Sete minutos de tensão: helicóptero ficou impedido de decolar durante atendimento emergencial em Guaratuba

Uma ocorrência que exigia agilidade e precisão acabou sendo marcada por imprudência e risco extremo. Um homem foi preso na noite de domingo (15), em Guaratuba, no litoral do Paraná, após operar um drone de forma ilegal e interferir diretamente na decolagem de um helicóptero que realizava o resgate de um adolescente de 13 anos vítima de afogamento.

A situação colocou em risco não apenas a vítima, mas toda a equipe de salvamento envolvida na operação.

 Resgate emergencial interrompido

De acordo com a Polícia Militar do Paraná (PM-PR), a aeronave pousou na faixa de areia após o isolamento da área pelas equipes de socorro. O adolescente havia se afogado em uma piscina e foi levado pela família até um posto de guarda-vidas, onde recebeu os primeiros atendimentos.

Durante o procedimento de estabilização e preparação para transporte aéreo, um drone começou a sobrevoar o local em distância considerada perigosa da aeronave.

Mesmo após orientações e sinais para que o equipamento fosse afastado, o operador manteve o voo irregular.

 Risco direto à segurança aérea

No momento mais crítico — quando o helicóptero já estava com as hélices em funcionamento e iniciando os procedimentos de decolagem — o drone retornou ao espaço aéreo próximo, impedindo a saída imediata da aeronave.

Segundo relato do capitão Renato Bastos, do Corpo de Bombeiros do Paraná, a interferência comprometeu a segurança da operação aérea e atrasou o deslocamento até o Hospital Regional de Paranaguá.

A decolagem só foi possível cerca de sete minutos depois, após tentativas de identificar e conter o responsável pelo equipamento.

 Operador não tinha autorização

Após estabilizar a vítima dentro da aeronave, parte da equipe precisou desembarcar para localizar o ponto de origem do drone. O operador foi identificado e abordado no local.

Segundo a PM, o homem não possuía autorização para o voo, tampouco registro do equipamento junto aos órgãos competentes.

Ele foi preso pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, cuja pena pode variar de dois a cinco anos de reclusão. O nome do suspeito não foi divulgado. O drone foi apreendido.

Tecnologia exige responsabilidade

O episódio reacende o debate sobre o uso irresponsável de drones em áreas de emergência. Embora o equipamento seja amplamente utilizado para lazer e produção de imagens, seu uso irregular pode provocar acidentes graves, especialmente quando há aeronaves em operação.

No caso de Guaratuba, o que deveria ser apenas mais um resgate emergencial se transformou em uma operação marcada por risco adicional e atraso crítico.

A reportagem seguirá acompanhando o estado de saúde do adolescente e os desdobramentos legais do caso.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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