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Polícia Civil pede prisão temporária dos três sócios da academia onde professora morreu após usar piscina, na Zona Leste de SP

Proprietários da academia C4 Gym, onde mulher morreu no fim de semana, chegam à delegacia para prestar depoimento — Foto: Reprodução/TV Globo
Proprietários da academia C4 Gym, onde mulher morreu no fim de semana, chegam à delegacia para prestar depoimento — Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo solicitou à Justiça paulista a prisão temporária dos três empresários donos da academia C4 Gym, na Zona Leste, onde uma professora morreu no último final de semana, após a usar a piscina da unidade.

Segundo o delegado que investiga o caso, os empresários têm dificultado as investigações do caso e até agora não apresentaram alguns documentos solicitados pelas autoridades.

O delegado do caso também afirma que ficou comprovado, após o depoimento dos três empresários e do manobrista Severino, que houve tentativa de ocultar informações para encobrir a responsabilidade pelo tratamento da piscina, que era de responsabilidade do manobrista Severino, que seguia ordens de um dos sócios via whatsapp.

As autoridades também dizem que um segundo funcionário da academia foi mandado para a unidade da academia no parque São Lucas no dia que a professora passou mal e morreu para obstruir provas.

Os três sócios foram indiciados por homicídio com dolo eventual. Para a polícia, ficou comprovado que o piscineiro Severino apenas seguia ordena do socio que é de fato o responsável técnico pela piscina.

Procurada, a C4 Gym disse, por meio de nota, que Celso – um dos sócios da unidade – tem certificado e não foi apresentado à polícia porque não foi solicitado. Mas está sendo incluído no processo.

A assessoria da empresa também esclareceu que os três empresários tinha agendado depoimento na delegacia e não estavam fugindo da investigação.

Indiciamento

O caso é investigado no 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), na Zona Leste de São Paulo. Os sócios Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração chegaram no final da tarde desta quarta-feira (11), acompanhados de dois advogados, e estão sendo ouvidos pelo delegado responsável pela investigação.

Segundo o delegado Alexandre Bento, existem indícios de que o manobrista Severino José da Silva, de 43 anos, recebia orientações diretas dos proprietários sobre o uso de produtos químicos na piscina, mesmo sem ter qualificação técnica para o trabalho.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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