Segundo a polícia, a mulher era impedida de sair de casa e de manter contato com familiares. A situação, conforme o relato da vítima, durava algumas semanas.
Ela também afirmou que o marido fazia saques frequentes da conta bancária dela sem autorização. O valor retirado, segundo a polícia, foi e aproximadamente R$ 200 mil.
A polícia foi acionada após a filha da vítima procurar a Polícia Civil e denunciar que não conseguia contato com a mãe. Com apoio de familiares, a equipe da PM foi até a residência do casal, localizada às margens da BR-277, na saída para Curitiba.
Ao chegar ao local, os policiais foram recebidos pelo suspeito. Logo em seguida, a mulher se aproximou da equipe chorando e relatou as agressões e o cárcere privado.
“Os familiares levaram a equipe até o local onde ela reside. O convivente disse que estava tudo bem, mas, no mesmo momento, a senhora veio ao encontro da equipe chorando e relatando que estava sofrendo cárcere privado e violência doméstica. Ele a isolou da família e tinha total controle das contas bancárias dela. Os saques chegam a cerca de 200 mil reais”, afirmou o aspirante da Polícia Militar Victor Galdino.
A vítima apresentava marcas de agressão nos braços e estava bastante abalada emocionalmente. Ela foi retirada do local e recebeu atendimento.
Na casa, a PM apreendeu duas espingardas, uma carabina e duas adagas. Segundo a polícia, as armas eram usadas pelo suspeito para ameaçar a mulher de morte.
O homem foi encaminhado à delegacia e o caso será investigado. A polícia não informou há quanto tempo o casal estava junto. Eles não tinham filhos.
Como pedir medida protetiva pela internet
Mulheres em situação de violência doméstica e familiar no Paraná podem solicitar atendimento online por meio da plataforma Atendimento à Mulher Paranaense pela Defensoria Pública do Estado do Paraná (Ampara), sem a necessidade de ter registrado um Boletim de Ocorrência (B.O).
As vítimas conseguem pedir Medidas Protetivas de Urgência (MPU) e acompanhar o andamento dos requerimentos já em vigor, como atualização e renovação da solicitação.
Conforme a Defensoria Pública do Paraná, não é necessário que a mulher vá até uma delegacia para acessar o programa. Além disso, a plataforma oferece segurança e sigilo da informação para as vítimas.
Para mulheres que sofreram tentativa de feminicídio, o site inclui serviços na área de Direito das Famílias – divórcio, pensão alimentícia, guarda de filhos, dissolução de união estável, entre outros.
A resposta da plataforma varia de acordo com cada situação. Se aprovada, a vítima recebe uma notificação com orientações do caso.
Veja como acessar o Ampara
- Usuárias podem solicitar atendimento do Ampara pela plataforma Luna;
- Após o cadastro, se o pedido for de MPU, basta selecionar a área “Violência Doméstica” e o assunto “Medida Protetiva de Urgência (MPU – Lei Maria da Penha”;
- O pedido é encaminhado para a equipe multidisciplinar do Projeto AMPARA e a usuária deve aguardar o contato telefônico do setor;
- Em caso de urgência ou perigo, a orientação é que a mulher deve procurar a autoridade policial mais próxima.
Além do Ampara, um site exclusivo do projeto foi lançado, onde é possível acessar guias práticos, como cartilhas sobre pré-natal, violência obstétrica e a Lei Maria da Penha, além de ferramentas para denúncias, como os formulários para relatar violência contra mulheres indígenas ou para registro de violência obstétrica.