Estudo inédito mostra como bronzeamento artificial danifica o DNA da pele e favorece câncer agressivo
Pesquisa publicada na Science Advances mostra que a radiação das câmaras de bronzeamento eleva a carga de mutações em melanócitos, especialmente em áreas do corpo pouco expostas ao sol, criando um “campo” maior de células predispostas ao câncer de pele.
Um estudo amplo e detalhado publicado nesta semana na Science Advances ajuda a responder uma pergunta central da dermatologia: como o bronzeamento artificial leva ao melanoma, o tipo de câncer de pele mais agressivo que existe. A resposta vai além do risco estatístico já conhecido.
Segundo os autores, as câmaras de bronzeamento aumentam a carga de mutações nos melanócitos —as células que produzem melanina— e espalham esse dano por áreas do corpo que normalmente recebem pouco sol, ampliando o número de células “um passo mais perto” de virar câncer.
O trabalho combinou duas frentes raramente reunidas no mesmo desenho: uma análise epidemiológica com mais de 5,8 mil prontuários e um estudo molecular em nível de célula única, com sequenciamento genético de melanócitos de pele considerada normal.


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