Brasil inaugura 1º laboratório de extração de terras raras; veja como vai operar
Empresa australiana irá utilizar amostras de solo já coletadas para estabelecer processos e comprovar qualidade de material. Estrutura é a primeira do tipo no país e tem capacidade para processar 500 kg de carbonato misto de terras raras por ano.
Terras raras são minérios considerados estratégicos nos setores de transição energética e novas tecnologias. Essas substâncias são utilizadas na fabricação de produtos como telas de celulares, computadores e notebooks, equipamentos médicos e odontológicos, ímãs permanentes, motores de carros elétricos e de geradores de energia eólica.
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A estrutura, inaugurada oficialmente nesta sexta-feira (12), teve um investimento de US$ 1,5 milhão. Para realizar a sua instalação, a empresa australiana conseguiu a primeira licença ambiental para uma planta piloto de extração de terras raras no estado de Minas Gerais. Já a exploração mineral da área em Caldas ainda está à espera da votação da licença ambiental, que já foi adiada duas vezes no Conselho Estadual de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam).
Escala menor
O laboratório tem capacidade para processar 500 quilos de carbonato misto de terras raras (concentrado inicial obtido do minério, contendo os elementos de terras raras) por ano, um volume bastante reduzido em relação às 18 mil toneladas anuais previstas para serem extraídas da mina do Projeto Caldeira.
O local é voltado para testes e ajustes do processo produtivo. A ideia é utilizar essa fase para calibrar a operação antes da construção da planta definitiva em Caldas e comprovar a qualidade dos minérios.


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