Bonde elétrico na Região Metropolitana de Curitiba começará a funcionar em dezembro, anuncia Amep
Veículo fará rota entre Pinhais e Piraquara e funciona em sistema movido por indução magnética. Veja perguntas e respostas de como ele funcionará.
Iniciaram nesta sexta-feira (28) os testes do novo Bonde Urbano Digital (BUD), novo modal que fará um trajeto entre Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.
A expectativa, é que o veículo esteja disponível para uso da população a partir do dia 9 de dezembro, segundo a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep).
Até lá, são feitos diversos testes, em especial no período da noite, no qual o movimento de veículos é menor.
“Nos próximos dias, necessitaremos de períodos de testes, para ver a sua performance, a sua entrada e saída, tanto no terminal São Roque, quanto no terminal de Pinhais. Também selecionamos quatro motoristas do sistema metropolitano para que possam aprender a condução deste veículo”, detalha Gilson Santos, diretor-presidente da Amep.
O Paraná é o primeiro estado da América do Sul a testar a tecnologia. Conforme Santos, o bonde não substituirá os ônibus, mas servirá como um modal complementar para o transporte entre as cidades.
Qual será a rota do bonde?
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A rota percorrida pelo veículo sairá do Terminal de Pinhais, passando pela Avenida Ayrton Senna da Silva e a Rodovia Dep. João Leopoldo Jacomel até chegar ao Terminal São Roque, em Piraquara, de maneira direta, em uma extensão de cerca de 10 quilômetros.
Quantos passageiros cada bonde transporta?
Segundo o Governo do Paraná, o Bonde Urbano Digital tem capacidade para até 280 passageiros. Há a possibilidade de ampliação para transporte de 360 passageiros.
Atualmente, o maior ônibus em circulação no transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba tem capacidade para 250 pessoas.
Atualmente os ônibus que fazem a linha entre Pinhais e Piraquara transportam 10 mil passageiros por dia.
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Qual será o valor da passagem?
O valor da passagem para o Bonde Urbano Digital será de R$ 5,50, o mesmo cobrado pelo transporte tradicional
Muda algo no transporte tradicional?
Segundo o governo, não. O sistema de transporte tradicional continua operando normalmente durante os testes do BUD.
O Bonde Urbano Digital precisa de motorista?
Não, ele tem orientação autônoma. Apesar disso, conforme Gilson Santos, todos os testes serão realizados com motoristas.
“Ele é autônomo, mas ele sempre funciona com um guia. Sempre tem um piloto auxiliar junto, para quando, eventualmente, seja necessário fazer essa condução fora do trilho digital”, detalha Santos.
A Amep estuda, junto com órgãos de regulamentação de trânsito, a possibilidade da atuação do veículo sem um condutor.
Qual velocidade o bonde consegue atingir?
A velocidade de deslocamento de um Bonde Urbano Digital pode chegar a até 70 km/h.
Como funciona a tecnologia que move o bonde?
O Bonde Urbano Digital tem um modelo parecido com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – usado no Rio de Janeiro e na Baixada Santista.
Porém, ao invés de trilhos, o BUD é guiado no asfalto, por meio de indução magnética: uma espécie de “trilho virtual”.
Conforme Gilson Santos, os magnetos são instalados no asfalto, a cada um metro.

