Temporal com ventos de até 96 km/h causa destruição em indústrias de Maringá; meteorologistas investigam possível tornado
Fortes rajadas de vento atingiram a cidade durante a madrugada de segunda-feira (2), provocando danos em empresas, quedas de árvores e interrupção no fornecimento de energia elétrica. Simepar identificou indícios de uma supercélula, mas ainda não confirmou a ocorrência de tornado.
Um forte temporal que atingiu Maringá, no Norte do Paraná, durante a madrugada de segunda-feira (2), deixou um cenário de destruição em diferentes regiões do município. Barracões industriais tiveram telhados arrancados, estruturas comprometidas e diversos equipamentos danificados. O Parque das Indústrias está entre os bairros mais prejudicados pela tempestade.
Na manhã desta terça-feira (3), equipes continuavam trabalhando para avaliar a extensão dos estragos e calcular os prejuízos provocados pelos ventos. Segundo informações divulgadas pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), aproximadamente 50,5 mil imóveis permaneciam sem fornecimento de energia elétrica na cidade.
Indústrias registram prejuízos após passagem do temporal
Entre os estabelecimentos atingidos está uma fábrica de peças agrícolas que atua no município há mais de uma década. A força da tempestade comprometeu parte significativa da estrutura do imóvel, causando danos ao telhado, às paredes, aos móveis e aos veículos que estavam no local.
A empresa emprega mais de 150 trabalhadores. Na manhã de terça-feira (3), parte dos funcionários compareceu ao estabelecimento para verificar a situação e receber orientações sobre os próximos procedimentos diante dos prejuízos.
Uma segunda indústria, localizada nas proximidades e especializada na fabricação de placas solares, também sofreu danos expressivos. A intensidade dos ventos arrancou a cobertura do barracão e deformou estruturas metálicas, deixando partes da construção completamente retorcidas.
Imagens aéreas registradas após a tempestade mostram a dimensão da destruição nas instalações industriais, com destroços espalhados e estruturas bastante comprometidas.
Rajadas ultrapassaram 90 km/h durante a madrugada
Dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) apontam que a tempestade foi acompanhada por ventos extremamente fortes.
Por volta das 3h30 de segunda-feira, os equipamentos meteorológicos registraram rajadas de 81 km/h. Entretanto, medições realizadas no aeroporto de Maringá identificaram velocidades ainda maiores.
Às 3h11, 3h14 e 3h17, os ventos chegaram a atingir 96,3 km/h, intensidade suficiente para provocar danos significativos em edificações, árvores, postes e outras estruturas.
Simepar investiga fenômeno e não descarta possibilidade de tornado
As primeiras avaliações realizadas pelo Simepar indicam que Maringá pode ter sido atingida por uma supercélula, classificação utilizada para tempestades severas que apresentam uma organização atmosférica complexa e elevado potencial destrutivo.
Esse tipo de sistema meteorológico pode produzir ventos muito intensos, tanto em movimentos predominantemente lineares quanto em fenômenos associados à rotação.
Apesar da violência dos ventos e da gravidade dos estragos, os especialistas ainda analisam os dados meteorológicos para determinar exatamente o que aconteceu.
Até a última atualização das informações, não havia confirmação oficial de que um tornado tivesse atingido o município.
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Foto: Alex Magosso/RPC
Mais de 170 árvores derrubadas e dezenas de imóveis danificados
O levantamento preliminar divulgado pela Prefeitura de Maringá aponta que a tempestade provocou a queda de pelo menos 173 árvores em diferentes pontos da cidade. Também foram registradas 11 ocorrências envolvendo a queda de galhos de grande porte.
Além dos danos à vegetação urbana, o município contabilizou prejuízos em 36 imóveis, seis veículos e sete postes de energia elétrica.
Entre os prédios afetados está uma unidade do Corpo de Bombeiros. A força dos ventos arrancou parte da cobertura do quartel, permitindo a entrada de água da chuva, que atingiu documentos, arquivos, móveis e equipamentos eletrônicos.
Os danos provocados pelo temporal mobilizaram equipes responsáveis pelos serviços de manutenção, limpeza e recuperação das áreas atingidas.
Enquanto os trabalhos de avaliação prosseguem, moradores e empresários enfrentam as consequências da tempestade, especialmente os prejuízos materiais e a falta de energia elétrica.
Fonte: G1

