Pecuarista investigado pela morte de ex-companheira 38 anos mais jovem é achado sem vida em Rifaina, SP
João Roberto Bolelli, de 62 anos, foi localizado em um morro de sua propriedade nesta segunda-feira (2). A Polícia Militar isolou a área para o trabalho da perícia, e a causa da morte ainda não havia sido informada.
O pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, investigado pela morte da ex-companheira Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (2), em uma propriedade rural de sua posse, localizada em Rifaina, no interior de São Paulo.
De acordo com informações obtidas pela EPTV, afiliada da TV Globo, o corpo foi localizado pelo genro do pecuarista em uma região de morro dentro da propriedade. Após a descoberta, a Polícia Militar foi chamada e manteve a área preservada para a realização dos procedimentos periciais.
O ponto onde Bolelli foi encontrado fica próximo ao local em que sua caminhonete havia sido localizada na semana anterior. Até a última atualização das informações, as autoridades não haviam divulgado o que provocou a morte do pecuarista.
Pecuarista era procurado por suspeita de feminicídio
Priscila Lacerda Custodio foi morta a tiros na noite de 27 de outubro, nas proximidades da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina. Na ocasião, a jovem havia ido ao encontro de Bolelli para devolver uma caminhonete pertencente a ele.
Conforme relatos de testemunhas, os dois se envolveram em uma discussão, momento em que o pecuarista teria efetuado os disparos contra a ex-companheira. Depois do ocorrido, ele deixou o local utilizando o veículo.
A investigação apontava Bolelli como suspeito de feminicídio. No dia seguinte ao assassinato, a Justiça determinou sua prisão preventiva, e ele passou a ser procurado pelas autoridades policiais.
Jovem teria sofrido ameaças antes do assassinato
Priscila e Bolelli haviam mantido um relacionamento casual. Segundo testemunhas, a jovem demonstrava interesse em colocar um ponto final na relação. O namorado que ela tinha na época afirmou que o pecuarista não aceitava o término do envolvimento.
Uma amiga de Priscila também relatou que, poucos dias antes de ser assassinada, a jovem havia contado que sofreu agressões e recebeu ameaças de morte atribuídas a Bolelli.
A localização do corpo do pecuarista ocorreu seis dias após a morte de Priscila, enquanto ele ainda era alvo de buscas policiais. As circunstâncias de sua morte dependiam dos resultados da perícia.
Fonte: G1

