Caso Mary Hellen: brasileira presa por tráfico na Tailândia volta ao Brasil, diz defesa
Mary Hellen Coelho Silva, de Pouso Alegre (MG), foi presa em 2022 com cocaína no aeroporto de Bangkok. Segundo a advogada, ela respondeu ao processo “de forma adequada”.
A brasileira Mary Hellen Coelho Silva, de 26 anos, moradora de Pouso Alegre (MG), voltou ao Brasil no início de setembro após cumprir pena por tráfico internacional de drogas na Tailândia. A informação foi confirmada pela advogada responsável pelo caso, Kaelly Cavoli Moreira.
Segundo a advogada, Mary Hellen está recomeçando a vida com a família, após perder a mãe e o avô durante o período em que esteve presa. A defesa também afirmou que a equipe jurídica ofereceu suporte à brasileira durante a prisão, mas relatou dificuldades na relação com a Embaixada do Brasil.
“Ela respondeu ao processo de forma adequada na Tailândia. Fizemos tudo o que podíamos para apoiar a Mary Hellen durante o período e fornecemos todo o suporte possível. Enfrentamos muitas dificuldades geradas pela própria embaixada brasileira, que dificultou o acesso e falhou na prestação de suporte”, disse.
Mary Hellen foi presa em fevereiro de 2022, no aeroporto de Bangkok, na Tailândia, com outro brasileiro e cerca de 9 kg de cocaína escondidos em três malas. Em maio do mesmo ano, ela foi condenada a 9 anos e 6 meses de prisão por tráfico internacional de drogas. (relembre abaixo)
Defesa relatou dificuldades
Em abril, a defesa afirmou enfrentar dificuldades para obter informações atualizadas sobre a situação de Mary Hellen na Tailândia. Segundo a advogada, o contato com a brasileira era praticamente inexistente desde o início do ano.
De acordo com a defesa, a comunicação era feita anteriormente por chamadas de vídeo intermediadas pela embaixada brasileira. Esse suporte, no entanto, teria sido interrompido, o que, segundo Kaelly, dificultou o acesso a informações tanto para a equipe jurídica quanto para os familiares.
“Desde o início do ano, a Embaixada tem se recusado a prestar até mesmo os serviços mais simples de assistência consular. Essa postura tem inviabilizado o contato direto e o repasse de informações essenciais tanto para a defesa quanto para os familiares, configurando um verdadeiro cenário de abandono do cidadão brasileiro detido em jurisdição estrangeira”, afirmou a advogada, em nota enviada na ocasião.
Na época, a defesa também apontou dificuldades relacionadas à barreira do idioma, às diferenças entre os sistemas jurídicos e ao fuso horário. A equipe jurídica buscava alternativas para acompanhar a fase final do cumprimento da pena.
Redução da pena e expectativa de retorno
Ainda em abril de 2026, a defesa informou que o último contato com Mary Hellen havia ocorrido em novembro de 2025. Na ocasião, segundo a advogada, a brasileira já havia conseguido uma redução significativa da pena após apresentar bom comportamento no sistema prisional.
Ainda havia um pedido protocolado em dezembro de 2025, em que a análise era aguardada pela defesa. Segundo Kaelly, Mary Hellen também havia sido beneficiada pelo chamado Perdão Real em relação à multa, além de outras medidas que contribuíram para a redução da pena.
Naquele momento, a expectativa era de que o cumprimento da sentença fosse concluído no primeiro semestre de 2026. Diante das dificuldades para obter informações, familiares e advogados buscavam alternativas para acompanhar a situação da brasileira.


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