BrasilParanáÚltimas notícias

Polícia culpa motoristas de caminhão e micro-ônibus da Saúde por acidente com 23 mortos no PR: ‘Velocidade alta, uso de celular, falta de manutenção’

Cabine do caminhão ficou completamente destruída na batida

De acordo com a delegada Ingrid Priotto, as perícias revelaram “falhas graves” na condução e manutenção do caminhão. Ela afirma que dados de telemetria apontaram que o veículo trafegava a 80 km/h instantes antes da batida, em um trecho onde a velocidade máxima permitida era de 60 km/h, e que o veículo apresentava desgaste que reduzia a eficiência da frenagem.

“A investigação também trouxe à tona um dado relevante: o motorista do caminhão conectou-se ao aplicativo WhatsApp cerca de 17 minutos antes da colisão. Para a Polícia Civil, é plausível que o condutor estivesse distraído com o uso do aparelho celular no exato momento em que invadiu a contramão”, afirma.

  • Excesso de velocidade do micro-ônibus
Micro-ônibus ficou completamente destruído no acidente — Foto: RPC
Micro-ônibus ficou completamente destruído no acidente

Para a delegada, o micro-ônibus “também teve participação decisiva para a gravidade da tragédia”. Ela explica que o laudo extraído do cronotacógrafo digital do coletivo cravou que o veículo transitava a 101 km/h no momento do impacto, excedendo em 41 km/h o limite regulamentar da rodovia.

“O depoimento de um dos passageiros sobreviventes corroborou os dados técnicos, relatando que o ônibus havia saído de Imbituva com 20 minutos de atraso e que o motorista dirigia de forma ‘apressada'”, conta.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *