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Temporais danificam mais de 1,3 mil casas, deixam milhares de pessoas afetadas e suspendem aulas no Paraná

Os temporais que atingiram o Paraná no fim de semana danificaram 1.369 casas e afetaram 5.370 pessoas em 22 municípios, segundo balanço da Defesa Civil. A chuva e os fortes ventos também derrubaram árvores e postes, destelharam escolas e afetaram o fornecimento de energia elétrica em diferentes regiões do estado.

Laranjeiras do Sul, na região central do Paraná, foi a cidade com o maior número de imóveis danificados. Rajadas de vento chegaram a 124 km/h no município e 852 casas foram atingidas. Ao todo, 3.429 pessoas foram afetadas.

A ventania derrubou árvores e postes e deixou parte da cidade sem energia elétrica. Também houve danos na recepção de um hospital, em escolas, mercado e arena esportiva.

Os estragos afetaram as aulas de 2.730 estudantes de Laranjeiras do Sul nesta segunda-feira (5).

Três colégios estaduais, sendo eles Érico Veríssimo, Professor Gildo Aluísio Schuck e o Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Professora Naiana Bavaresco Souza, tiveram danos e ainda não têm previsão para a retomada das aulas.

Outras quatro escolas estaduais ficaram sem água e energia elétrica. A previsão é que as aulas sejam retomadas na terça-feira (6). Em outras três unidades, o transporte escolar foi suspenso pela Secretaria Municipal de Educação.

Estragos em outras cidades

Rio Bonito do Iguaçu também está entre os municípios mais atingidos. Segundo a Defesa Civil, 400 pessoas foram afetadas e 180 casas ficaram danificadas.

Em Santa Izabel do Oeste, foram contabilizadas 405 pessoas afetadas e 100 residências danificadas.

Em Francisco Beltrão, no sudoeste, a ventania destruiu uma usina solar e arrancou telhados. A Defesa Civil registrou destelhamentos em cinco bairros e também na área rural.

Na cidade de Sulina, um aviário que abrigava cerca de 22 mil frangos foi destelhado pela força do vento. Não há informações sobre animais mortos.

Em São João do Caiuá, no noroeste do estado, rajadas arrancaram painéis solares e parte das estruturas que os sustentavam. Segundo informações apuradas no local, a usina estava instalada havia cerca de dois anos.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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