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Paranaense preso com droga em aeroporto da Tailândia recebe liberdade e volta ao Brasil após 4 anos; relembre o caso

Jordi Vilsinski Beffa, de 28 anos, recebeu liberdade e retornou ao Brasil nesta quarta-feira (30). Morador de Apucarana, no Norte do Paraná, ele estava preso na Tailândia há quatro anos por tráfico internacional de drogas.

Em 2022, ele foi preso com outros dois brasileiros no aeroporto de Bangkok, transportando cocaína. Ao todo, foram apreendidos 15,5 quilos da droga com os três.

Jordi foi condenado a sete anos de prisão no país asiático, em regime fechado. Depois de cumprir aproximadamente três anos da pena, em setembro de 2025, o Rei da Tailândia, Maha Vajiralongkorn, concedeu o perdão real a ele.

O advogado Petrônio Cardoso, que representa o paranaense desde a prisão, confirmou a liberdade por meio de nota divulgada nesta quarta-feira e disse receber a notícia com “alívio e satisfação”. O comunicado ainda afirma que o rapaz e a família não irão se manifestar no momento.

“Após mais de quatro anos e meio de privação de liberdade e afastamento, este é um período reservado exclusivamente ao acolhimento e à intimidade familiar”, diz a nota.

 

Em nota enviada ao g1, o Itamaraty informou que teve conhecimento do caso em 2022 e “prestou a assistência consular devida ao nacional brasileiro, inclusive na forma de concessão de documento de viagem”. Porém, disse que não irá divulgar detalhes.

Relembre o caso

Jordi e outros dois brasileiros foram presos no aeroporto de Bangkok, na Tailândia, no dia 14 de fevereiro de 2022. Segundo as autoridades tailandesas, o paranaense levava 6,5 quilos de cocaína escondidos em duas malas.

A abordagem aconteceu depois que a equipe do aeroporto desconfiou de itens mostrados no raio-x. Primeiro, os funcionários da alfândega revistaram três malas de um homem, de 27 anos, e de uma mulher, de 22 anos, que saíram de Curitiba. Nelas, encontraram nove quilos de cocaína em um compartimento oculto.

Horas depois, as autoridades prenderam Jordi, que havia chegado em outro voo.

Cocaína estava escondida em compartimento oculto da bagagem, segundo as autoridades tailandesas — Foto: RPC/Reprodução
Cocaína estava escondida em compartimento oculto da bagagem, segundo as autoridades tailandesas — Foto: RPC/Reprodução

O paranaense trabalhava como operador de máquinas em uma fábrica de roupas e máscaras, em Apucarana, havia três anos. Ele pediu demissão do local três dias antes da viagem.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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