Engenharia, gestão e voluntariado marcam a trajetória de Clodomir Ascari
Engenheiro agrônomo de Pato Branco, reeleito presidente do CREA-PR e atualmente licenciado para disputar uma vaga na Câmara, reúne experiência em gestão pública, cooperativismo e mobilização de profissionais em ações de interesse coletivo
A trajetória de Clodomir Ascari ajuda a mostrar como formação técnica, capacidade de gestão e articulação de pessoas podem se encontrar em questões que chegam diretamente à vida da população. Engenheiro agrônomo, nascido em Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, Ascari construiu sua vida profissional entre o campo, o cooperativismo, a administração pública e a representação das engenharias.
Clodomir Ascari reúne conhecimento técnico e mobilização social em trajetória pública
Especialista em Administração Rural, Agronegócio, Cooperativismo e Teologia, trabalhou na iniciativa privada e exerceu função executiva como gerente de Planejamento e Novos Negócios em cooperativa. Também foi secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Pato Branco, presidiu a Associação dos Engenheiros Agrônomos do município e a Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná, além de ter ocupado diferentes funções de direção no CREA-PR antes de chegar à presidência da entidade.
Em julho deste ano, Ascari foi reeleito para comandar o CREA-PR no período de 2027 a 2029. Atualmente está licenciado da presidência para disputar uma vaga de deputado federal.
Ao longo desse percurso, um traço aparece com frequência: a capacidade de reunir pessoas em torno de objetivos comuns. O voluntariado faz parte dessa história desde cedo. Em 1989, ainda jovem, Ascari participou dos esforços de recuperação de Pato Branco depois do grande tornado que atingiu a cidade. Décadas depois, já à frente do CREA-PR, esse mesmo princípio ganhou escala institucional.
Durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, o Conselho participou da mobilização de profissionais para auxiliar municípios atingidos, com engenheiros atuando na vistoria de escolas e unidades de saúde e na elaboração de laudos necessários para dar segurança às etapas de recuperação.
Mas foi em Rio Bonito do Iguaçu, após o tornado de novembro de 2025, que essa capacidade de mobilização ganhou sua expressão mais evidente. Já no dia seguinte à tragédia, iniciou-se a organização de profissionais dispostos a colocar conhecimento técnico e trabalho voluntário a serviço da população. A mobilização chegou a cerca de 300 engenheiros, que arregaçaram as mangas para avaliar imóveis, produzir laudos e ajudar a estabelecer, tecnicamente, o que poderia ser recuperado e o que precisaria ser reconstruído.
Mais do que a resposta emergencial, a experiência mostrou uma característica da gestão de Ascari no CREA-PR: a tentativa de transformar uma entidade profissional em instrumento de articulação entre conhecimento técnico, poder público e sociedade. Mobilizar centenas de profissionais em uma situação extrema exige mais do que estrutura administrativa. Exige confiança, organização e capacidade de fazer pessoas diferentes trabalharem na mesma direção.
Essa visão aparece também no Mais Engenharia, um dos projetos de destaque de sua gestão. Desenvolvido em parceria com a UEPG e a Itaipu Binacional, o programa atende 50 municípios paranaenses que possuem estruturas técnicas reduzidas.
A iniciativa aproxima engenheiros recém-formados, estagiários e profissionais das prefeituras para auxiliar na elaboração de projetos, planejamento de obras e preparação de propostas capazes de viabilizar recursos estaduais e federais. Ataca, assim, um problema recorrente nas pequenas cidades: muitas vezes existem necessidade e possibilidade de investimento, mas faltam projetos técnicos, orçamentos e documentação para transformar uma demanda da população em obra pública.
A candidatura de Ascari leva agora essa trajetória para o ambiente eleitoral. Na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, aparecem como elementos de seu percurso a formação técnica, a experiência em gestão, a atuação no setor público, o conhecimento do cooperativismo e uma capacidade de articulação demonstrada tanto na representação profissional quanto em situações de emergência.
Infraestrutura, agricultura, saneamento, habitação, desenvolvimento regional, prevenção de desastres e planejamento urbano estão entre os assuntos que fizeram parte dessa trajetória e também integram permanentemente a agenda do Congresso Nacional. São áreas nas quais decisões políticas dependem cada vez mais de conhecimento técnico, capacidade de diálogo e habilidade para reunir diferentes setores em torno de soluções concretas.

