Mulher é presa em flagrante por manter cachorrinho em situação de maus-tratos, no Paraná; veja o antes e depois do animal
Polícia diz que animal ficava amarrado permanentemente em ambiente insalubre e vivia no local há pelo menos quatro anos.
Uma mulher de 46 anos foi presa em flagrante nesta terça-feira (28) por, segundo a Polícia Civil, manter um cachorrinho amarrado permanentemente em um abrigo precário em um ambiente insalubre em Irati, na região central do Paraná.
Ela foi autuada pelo crime de maus-tratos aos animais, passou por audiência de custódia e foi liberada no mesmo dia para responder ao inquérito em liberdade.
De acordo com o delegado Luis Henrique Dobrychtop, registros de imagens históricas de satélite e mapeamento urbano indicam que o animal permanecia contido no mesmo local pelo menos desde 2022. Veja no print abaixo.
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Uma denúncia levou a equipe de Defesa Animal a fazer uma primeira fiscalização na casa, que fica no Bairro Rio Riozinho, em 21 de julho deste ano. No dia, a mulher foi formalmente notificada via Termo de Orientação quanto às adequações necessárias referentes à higiene, abrigo, fornecimento de água limpa e ampliação do espaço de mobilidade do cão.
“Ao retornar ao local em nova fiscalização, a equipe técnica e policial constatou o descumprimento integral das orientações previamente expedidas e a continuidade das condições degradantes de manutenção do animal.”
O nome da mulher não foi divulgado pela polícia.
🔎 O crime de maus-tratos contra animais está previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998). Ele é categorizado como praticar ato de abuso, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena é de detenção de 3 meses a 1 ano, além de multa. A pena pode ser aumentada caso o animal morra em decorrência dos maus-tratos. Quando se tratar de cão ou gato, a pena é aumentada para de dois a cinco anos de prisão, além de multa e proibição da guarda.
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O que foi verificado no local
O delegado ainda detalha que a vistoria realizada pelo médico veterinário da Defesa Animal apontou severo comprometimento do bem-estar do cão. Veja o relato policial:
- restrição severa de mobilidade: o cão encontrava-se preso por uma corrente curta, o que impedia sua livre locomoção, corridas ou expressões comportamentais naturais da espécie;
- abrigo precário e ambiente insalubre: a estrutura fornecida consistia em uma caixa de madeira coberta por lona improvisada, sem proteção térmica ou contra intempéries, instalada sobre solo de terra e barro úmido, sem superfície seca para descanso;
- inadequação de água e alimentação: o recipiente de água apresentava elevado acúmulo de sujeira e limo esverdeado, além de vasilhame de comida higienicamente comprometido;
- quadro físico e comportamental: pelagem suja, extremamente embaraçada e com presença de ectoparasitas (pulgas), escore de condição corporal reduzido (magreza), e sinais clínicos e comportamentais compatíveis com estresse crônico (vocalização constante e comportamento reativo).


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