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Jão diz adorar que duvidem dele: ‘Toda pessoa LGBT tem essa força de querer provar o contrário’

De volta após um hiato de mais de um ano, Jão lançou neste domingo (26) o disco “Memórias Póstumas”. Nas músicas, ele versa sobre o luto pelo pai, que morreu em junho de 2025, e o amor romântico, com composições intimistas.

Apesar do tom mais pessoal, “Memórias Póstumas” já veio com proporções épicas: teve comercial no intervalo da novela em horário nobre, audição grandiosa no Vale do Anhangabaú, em São Paulo… e até videoclipe gravado no MASP.

No texto em que anunciava o hiato, Jão escreveu que deixou a vida pessoal um pouco de lado “porque estava muito obcecado em se tornar alguém”. Por isso, não seria estranho se ele voltasse mais intimista, menos ambicioso. Mas Jão conta que não é o caso.

Ter ideias em grandes proporções já virou uma marca do artista: goste ou não, é preciso reconhecer que Jão não pretende fazer nada minimalista. “Eu levo meu trabalho muito a sério”, brinca.

“Obviamente a gente trabalha muito (…), a gente batalha muito pelas coisas, mas eu não consigo negar o quão isso é uma sorte, o quão isso é uma confluência de coisas que você não controla. Você cantar para 50 e poucas mil pessoas olhando para você e cantando com você e realmente entendendo o que você tá dizendo. É uma coisa quase não humana. E eu quero honrar isso acontecendo na minha vida, sabe, eu quero continuar fazendo”.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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