Massagista de 77 anos é indiciado por abuso sexual de cliente, no Paraná
Delegado afirma que homem usou como pretexto um suposto tratamento físico para dores na lombar e disse estar sob a influência de ‘entidades espirituais’ para enganar a vítima e cometer o crime de violação sexual mediante fraude.
Um homem de 77 anos, que trabalha como massagista, foi indiciado por abusar sexualmente de uma cliente de 49 anos enquanto a atendia na própria casa em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. As informações são do delegado João Batista da Silva.
“Durante a sessão, ele utilizou-se do pretexto de realizar um tratamento físico para dores na lombar e aliou a isso a falsa alegação de estar sob a influência de ‘entidades espirituais’ para enganar a paciente, induzindo-a a retirar peças de roupa e passando a tocar em seus seios, nádegas e região pubiana”, afirma o delegado.
O delegado afirma que o crime aconteceu em 1º de julho, no Bairro Contorno, e que a vítima procurou a polícia no mesmo dia, mas que o homem não foi encontrado — e, por isso, não foi preso em flagrante.
Ele respondeu ao inquérito em liberdade; segundo Silva, a Polícia Civil ainda não representou pela prisão preventiva dele, mas essa hipótese não é descartada.
O delegado disse que, por questões de sigilo, não pode informar o nome do suspeito.
Ele foi indiciado pelo crime de violação sexual mediante fraude. Definido pelo Código Penal no srt. 215 como “ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima“, ele tem pena prevista de dois a seis anos de prisão.
“Diante dos elementos informativos colhidos, que demonstraram que o investigado, o qual exerce a profissão de massagista, teria praticado atos libidinosos contra a vítima, aproveitando-se da condição profissional e do atendimento que lhe prestava, procedeu-se ao indiciamento pelo crime tipificado no art. 215 do Código Penal Brasileiro”, diz o delegado.
Profissional foi indicado ao marido da vítima
Segundo o delegado João Batista da Silva, a mulher não conhecia o massagista e estava sendo atendida por ele pela primeira vez quando foi vítima do crime.
Ela chegou até ele após conhecidos o indicarem ao seu marido, e foi sozinha para a sessão de massagem.
O delegado afirma que, até então, o prestador de serviço não possuía nenhum histórico criminal registrado.
Denúncias
Denúncias sobre quaisquer situações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou, 181, do Disque-Denúncia.
Se o crime estiver acontecendo naquele momento e/ou houver alguém em situação de perigo, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

