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Descarbonização: Grupo Potencial passa a operar 31 caminhões que rodam com biodiesel

O governador em exercício Darci Piana acompanhou nesta terça-feira (30) da entrega dos caminhões flex na sede da empresa. A iniciativa demonstra a viabilidade do uso do biodiesel puro (B100), produzido pelo Grupo Potencial em sua planta na Lapa, no transporte pesado em diferentes rotas logísticas e contribui para evitar a emissão de mais de 3 mil toneladas de gás carbônico (CO₂) por ano.

Vêm do Paraná as tecnologias para reduzir as emissões dos gases que causam o efeito estufa no transporte logístico. Duas empresas sediadas no Estado fazem parte desse processo: o Grupo Potencial, da Lapa, incorporou 31 caminhões Volvo FH B100 Flex, fabricados em Curitiba, à sua operação para o transporte de soja, farelo e combustíveis nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

A iniciativa demonstra a viabilidade do uso do biodiesel puro (B100), produzido pelo Grupo Potencial em sua planta na Lapa, no transporte pesado em diferentes rotas logísticas e contribui para evitar a emissão de mais de 3 mil toneladas de gás carbônico (CO₂) por ano. O governador em exercício Darci Piana acompanhou nesta terça-feira (30) da entrega dos caminhões flex na sede da empresa.

“Volvo e Potencial são duas empresas localizadas no Paraná que estão liderando o processo de transição energética. A Potencial com este investimento bilionário na Lapa e a Volvo na fabricação de caminhões flex, que podem ser abastecidos com biodiesel”, disse Piana. “Somente esses 31 caminhões vão deixar de lançar 3 mil toneladas de CO₂ por ano na atmosfera”.

O movimento ocorre em meio ao plano de investimentos de mais de R$ 6 bilhões da Potencial até 2030, que conta com apoio do Governo do Estado por meio do programa de incentivos fiscais Paraná Competitivo. O grupo pretende ampliar sua capacidade industrial e se consolidar como a maior produtora de biodiesel em planta única do mundo.

A expansão inclui aumento da capacidade de esmagamento de soja, produção de etanol de milho, biogás, glicerina refinada e novos ativos logísticos. “Estamos investindo neste complexo industrial desde 2013. Somando os R$ 6 bilhões do novo ciclo de expansão, são cerca R$ 10 bilhões sendo aportados até 2030”, afirmou o vice-presidente do Grupo Potencial, Carlos Hammerschmidt.

“A Potencial foi a primeira empresa 100% paranaense a entrar no programa Paraná Competitivo, em 2013. Foi ele que impulsionou nosso grupo a ter condições de construir e ampliar esta planta na Lapa. O mercado tem muitos altos e baixos, e o programa é uma segurança a mais”, explicou Hammerschmidt. “Quando se importa diesel, acabamos exportando dinheiro e empregos. Quando industrializamos no Brasil a soja e o milho, estamos gerando emprego, tributos e desenvolvimento social”.

Para a Volvo, a aquisição reforça a crescente demanda por soluções de baixa emissão e está alinhada à estratégia de descarbonização da fabricante. Os caminhões FH B100 Flex têm autonomia de até 1.800 quilômetros e reduzem em até 90% a emissão de CO₂.

ENTREGA CAMINHÕES VOLVO

O diretor-executivo da Volvo Caminhões, Alcides Cavalcanti, explicou que os veículos flex são produzidos sob demanda, especialmente a clientes ligados ao agronegócio e à cadeia de produção de biodiesel, mas que há espaço para crescimento do setor, que depende de regularização.

“A tecnologia flex para os caminhões está disponível e para a produção de biodiesel também, resta uma flexibilização maior para a oferta do biodiesel B100, que hoje é usado basicamente na adição ao diesel, o que é controlado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP)”, ressaltou ele. “Temos grandes grupos que têm produção de biodiesel ou seus transportadores que estão adquirindo esses caminhões. O uso desses caminhões também requer autorização da ANP, mas queremos incentivar cada vez mais o B100, porque temos a matéria prima e a capacidade técnica de produção”.

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA — O Grupo Potencial é um dos maiores conglomerados do setor de energia do Brasil. O grupo opera a maior usina de biodiesel do Brasil e uma das principais distribuidoras de combustíveis do País e quer protagonizar a transição para uma matriz energética mais limpa, com investimento contínuo em tecnologia e crescimento sustentável.

Um exemplo é o complexo industrial da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba. Os primeiros empreendimentos industriais que compõem os R$ 6 bilhões de investimentos — a nova esmagadora de soja e a segunda maior planta de glicerina refinada do mundo — foram inaugurados em março deste ano.

O novo ciclo de expansão vai consolidar o complexo industrial paranaense como um dos mais avançados e integrados polos de agroenergia do mundo. A expectativa é ampliar significativamente a capacidade produtiva da companhia, que se consolidará como a maior indústria de biodiesel em planta única do mundo, projetando o grupo como líder global de agroenergia.

A estratégia tem como base o crescimento modular e a verticalização da cadeia produtiva, integrando esmagamento de soja, produção de biodiesel, etanol de milho, óleo degomado, DDGS, biogás e infraestrutura logística. A projeção anual inclui a produção de até 1 bilhão de litros de etanol, 1,7 bilhão de litros de biodiesel, 500 milhões de litros de óleo degomado e 9 milhões de metros cúbicos de biogás, consolidando um modelo industrial integrado que conecta soja, milho e geração de energia renovável.

PRESENÇAS — Participaram da solenidade de entrega o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; o diretor Jurídico, Compliance e Assuntos Governamentais da Volvo, Alfredo Santana; os deputados federais Sandro Alex e Pedro Lupion; a deputada estadual Maria Victoria e o prefeito da Lapa, Diego Ribas.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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